Indicado ao prêmio de Melhor Filme Dramático do Globo de Ouro, "Cavalo de Guerra" conta a história do jovem Albert Tarracott (Jeremy Irvine), que doma o cavalo Joey, pouco antes do início da Primeira Guerra Mundial, em 1914, em Devon, na Inglaterra rural. Mesmo com a desconfiança do pai Ned (Peter Mullan), da mãe Rose (Emily Watson) e do senhorio Lyons (David Thewlis), Albie ensina o guerreiro cavalo a arar a terra, provando que o vínculo entre eles pode vencer qualquer desafio.
Quando a guerra começa, entra o Spielberg que já lidou com ela em diversas épocas e sempre bem-sucedido (vide "O Resgate do Soldado Ryan", "A Lista de Schindler" e "O Império do Sol"). Ned em dificuldades financeiras vende o cavalo para um oficial da cavalaria britânica e Joey vai ao front na França. Após insucesso dos britânicos em combate, Joey corre para sobreviver, é achado por um avô francês (Niels Arestrup e sua neta Emilie (Celine Buckens), ajuda a carregar armamentos pesados dos alemães, enfrenta tiros e arames farpados, sempre com a trilha sonora recheada de violinos de John Willians, e a fotografia ora cinza na guerra, ora amarelada (lembrando "E o Vento Levou") nos tempos de paz, de Janusz Kaminski.
A busca de Albert pelo amigo se completará quando ele se alista para a guerra. Spielberg capricha em dar um tom guerreiro aos protagonistas Albert e Joey. O cineasta mostra com maestria a Primeira Guerra Mundial como o canto do cisne dos cavalos, utilizados em menor escala nos conflitos seguintes. Para encarnar o guerreiro Joey, foram utilizados 13 cavalos distintos.
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