Arte & Agenda

Celebração do metal com Helloween e Stratovarius

Público de todas as idades assistiu ao show nessa terça-feira

Celebração do metal com Helloween e Stratovarius
Celebração do metal com Helloween e Stratovarius Foto : Juliano Antunes / Especial CP
Foi uma celebração do metal. Poucas semanas após o histórico show de Ozzy Osbourne no Gigantinho, em Porto Alegre, as hordas metálicas voltaram a se reunir nesta terça-feira, desta vez no Pepsi on Stage, para curtir duas das mais emblemáticas bandas do metal melódico - Helloween e Stratovarius. O local não estava lotado, a exemplo do primeiro show do Helloween que assisti na vida, em 2002 no Opinião, onde mal cabia um alfinete.

Foi possível circular e curtir as músicas tranquilamente. Além disso, era incrível a presença de uma "gurizada" e seus 20 e poucos anos, pois as duas bandas surgiram ainda nos anos 1980. A fidelidade é incrível. Quem abriu a noite foi o Stratovarius – o nome da banda é uma união da guitarra Stratocaster com o violino Stradivarius, exatamente às 20h04min. A banda havia tocado a última vez em Porto Alegre em 2009, na turnê do CD Solaris. Agora o CD promovido é o Elysium.

Logo nas primeiras músicas, a banda da Finlândia "detonou" com um de seus maiores clássicos, Kiss of Judas. Na sequência veio a "lentinha" Under Flaming Skies, do CD  mais recente. A trupe comandada por Timo Kotipelto não esqueceu da excelente Speed of Light. A finaleira foi com a arrasa-quarteirão Black Diamond. Foi um show curto, mas competente como aperitivo para o que viria.

Helloween – a banda alemã, que gerou vários filhotes – entrou em cena às 21h34min (o horário marcado era às 21h30min).  Are You Metal?, do mais recente albúm, 7 Sinners, foi o primeiro petardo da noite. E a banda deu aquilo que o público queria. Muitos clássicos, principalmente saídos dos geniais Keeper of the Seven Keys I e II, como Eagle Fly Free, I'm Alive e Future World.

Houve ainda um medley fantástico com as quilômétricas Keeper of the Seven Keys e Halloween. A galera foi abaixo. E é incrível como cantam todas as letras sem errar. O momento acústico chegou com o vocalista Andy Deris e o guitarrista Sascha Gerstner tocando violão na melosa Forever and One. Quem disse que os metaleiros não amam?

Houve dois bis. No primeiro I Want Out, onde Deris brincou com a plateia, querendo ver se a galera gritava mais alto do que o pessoal de Curitiba, e Future World. Fim de show? Não. A banda saiu do palco e dois minutos depois voltou com Dr. Stein. E no meio do petardo, uma galera de felizardos fãs vestindo perucas e jalecos brancos invadiu o palco para acompanhar a finaleira do show.

Enfim, faltou Power, Follow the Sign e uma que acho que nunca verei eles tocarem: Gorgar, do Walls of Jericho. E a reclamar, outra praga...tem um pessoal que não vê o show, e fica só tirando fotos, levantando as maquininhas e tirando a visão de quem quer curtir o espetáculo. Ops, quase faço um comentário preconceituoso.

Bem, às 23h20min estava tudo acabado e todos saindo do Pepsi on Stage com sorrisos satisfeitos.



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