Marcando o centenário do prédio onde está localizado, o Centro Cultural da Ufrgs (rua Eng. Luiz Englert, 333, Campus Central) promove um bate-papo nesta segunda-feira. A partir de fotografias, plantas arquitetônicas, documentos históricos e registros técnicos, a arquiteta Ana Lúcia Dreyer e a graduanda em Biologia Manoela de Biasi refletem sobre a história do edifício e sua relação com a cidade. O encontro, intitulado “100 anos do prédio amarelo: camadas do tempo no Centro Cultural da Ufrgs”, começa às 18h, na Sala Araucária.
Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional da Ufrgs e servidora do Setor de Patrimônio Histórico da Universidade, Ana Lúcia Dreyer traça um percurso pela história do edifício, originalmente construído para sediar o Instituto de Química Industrial. A apresentação revisita as transformações arquitetônicas promovidas ao longo do século, incluindo a ampliação realizada na década de 1940, e destaca a relação do prédio com a formação histórica do Campo da Redenção e da região central de Porto Alegre.
O encontro ainda aborda o processo de restauração pelo qual passou a construção, entre 2014 e 2018, a fim de abrigar o Centro Cultural da Ufrgs. O restauro incorporou recursos de acessibilidade, como elevador e piso tátil, enquanto manteve elementos originais do prédio.
As salas ganharam nomes de árvores brasileiras, como a Araucária, na qual será realizada a atividade. As pessoas presentes na conversa receberão sementes dessa árvore, símbolo da região Sul do país.
Manoela de Biasi, estudante de Biologia da Ufrgs, participa do bate-papo a partir da atuação como bolsista voluntária do Jardim-Laboratório do Centro Cultural. Espaço naturalista composto majoritariamente de plantas nativas do Pampa e da Mata Atlântica, como a carqueja e a pariparoba, o Jardim-Laboratório tem o objetivo de aproximar as pessoas da flora brasileira, contribuindo para sua preservação.
Também hoje, o ciclo “Degustação de movimentos” tem nova edição, às 18h. A atividade acontece na Sala Pitangueira do mesmo prédio do Centro Cultural. Promovido pela Mimese Cia de Dança-Coisa, o projeto propõe uma imersão prática em movimentos. A condução será da professora Luciana Paludo. A entrada é gratuita.