O francês Just Jaeckin, diretor de "Emmanuelle", também participou da homenagem íntima em uma funerária. Clipes de seus filmes foram transmitidos após o enterro do corpo de Kristel no cemitério de Utrecht, disse Ziegler.
Nascida em Utrecht no dia 28 de setembro de 1952, Sylvia Kristel foi colocada por seus pais aos 11 anos de idade num pensionato religioso, onde ela se destacava nos estudos. Mas a menina ficou mais conhecida por sua beleza, ganhando o concurso Miss TV Europa em 1973. A jovem de olhar ingênuo e de silhueta perfeita ganhou notoriedade aos 22 anos no papel principal no filme erótico"Emmanuelle", dirigido pelo fotógrafo Just Jaeckin, o maior sucesso francês de 1974.
Ela tentou se afastar da imagem de atriz de filmes "pornô soft" para trabalhar com grandes nomes do cinema. Atuou em filmes franceses como "Un Linceul n'a pas de poches", de Jean-Pierre Mocky, e "A mulher fiel", de Roger Vadim. Mas, entre essas participações, ela teve de honrar seus contratos e gravou uma primeira sequência de "Emmanuelle" ("A Antivirgem"). Em 1976, ela participa de "O Gangster", de Francis Girod, contracenando com Gérard Depardieu, e de "Alice ou la dernière fugue", de Claude Chabrol.
A imagem de atriz sensual nunca deixou de acompanhá-la. Ela se limitou a papéis menores ou em filmes ligeiramente libertinos. Em 1981, Kristel reencontra Just Jaeckin em "O amante de Lady Chatterley" e, depois, atua em "Mata Hari", "Casanova" e "Hot Blood", assim como em outras sequências da série Emmanuelle, como "atriz convidada".