O chamamé, tradicional música e dança do nordeste argentino, foi declarado Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Reunido por videoconferência, o Comitê do Patrimônio da Unesco, sob a presidência da Jamaica, aprovou o expediente proposto pelo Estado argentino.
"O chamamé põe em destaque toda uma série de valores essenciais: o amor à terra onde se nasceu e sua flora e fauna; a devoção religiosa; e a ñande reko guarani, quer dizer, a 'forma de ser e de estar' dos humanos em harmonia com a natureza e a espiritualidade", diz a descrição desta manifestação cultural na página do organismo na internet.
A música e a dança, comuns nas celebrações comunitárias, festivas e religiosas na província argentina de Corrientes (nordeste) concorreu com 39 expressões culturais de vários países, entre eles o reggae da Jamaica, as parrandas cubanas, as tamboradas espanholas e o Mwinoghe, dança festiva do Malauí.
"Hoje ressoa em todo o mundo o sapucay de Corrientes, flui pelo (rio) Paraná e no sangue de todo o seu povo. O Chamamé é Patrimônio da Humanidade!", comemorou em um tuíte o governo argentino, postando um vídeo de um casal dançando ao ritmo desta música festiva, cujo instrumento principal é o acordeão.
O sapucay - palavra em guarani que significa som ardente, que manifesta emoções intensas - é um grito prolongado e agudo, característico do chamamé, que pode significar alegria ou raiva, vitória ou rebeldia.
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