Os advogados de Sheen afirmam que os produtores violaram o contrato do ator ao demiti-lo nesta semana. A decisão da Warner aconteceu após uma série de episódios na imprensa, nos quais o polêmico ator atacou verbalmente o produtor Chuck Lorre. Colaborou para a sua retirada, ainda, os escândalos sexuais e suspeitas de utilização de drogas que abarrotaram os veículos de comunicação nos últimos meses.
Sheen também quer compensação para o restante do elenco e para o pessoal que trabalha na série, cujo futuro é uma incógnita depois da saída do intérprete do personagem de Charlie Harper, principal atração do programa. A ação protocolada pelo ator pede a soma equivalente aos 24 episódios que cada membro da equipe gravaria.
A Warner Brothers demitiu Sheen, citando sua "conduta perigosamente autodestrutiva" como um dos argumentos.
"Two and a Half Men", no qual Sheen faz o papel de um hedonista mulherengo, já tinha sido cancelada pelo restante de 2011.
Sheen foi acusado de antisemitismo por se referir a Lorre mencionando seu nome em hebraico, mas isso não o levou a suspender suas críticas em uma colérica rodada de entrevistas dadas a diversos programas na semana passada. Depois da demissão, o ator abriu uma conta no Twitter e se tornou sensação na internet, conquistando mais de 2 milhões de seguidores na primeira semana.
Embalado pelo sucesso, ele lançou um programa online, intitulado "Sheen's Korner" (a esquina de Sheen). Em suas primeiras exibições, o vídeo recebeu mais de 500 mil visitas individuais.