Porto Alegre se prepara para receber a terceira edição do Chisme Festival, evento que acontece no dia 28 de novembro no Jockey Club do Rio Grande do Sul.
Com a proposta de conectar o pampa à América Latina, o festival confirmou 18 atrações internacionais e locais, com um resgate e celebração do folclore sob uma perspectiva contemporânea e diversa.
Transitando entre o campo e a cidade, os ritmos do festival passam pela milonga, candombe, cumbia, reggaeton, jazz afro-brasileiro, pop e música eletrônica. Os ingressos já estão à venda pelo site tri.rs.
Destaques internacionais: Do rock alternativo à cumbia villera
O line-up traz nomes de peso que estão ampliando as fronteiras da música latino-americana:
- Aterciopelados (Colômbia): Lenda do rock alternativo latino, liderada por Andrea Echeverri e Héctor Buitrago.
- Los Pibes Chorros (Argentina): Grupo emblemático da cumbia villera dos anos 2000, direto das periferias de Buenos Aires.
- Daniel Drexler (Uruguai): O premiado cantautor escolheu o festival para estrear seu novo álbum no Brasil.
- Mitú e Piolinda Marcela (Colômbia): O duo Mitú une ancestralidade ao techno, enquanto Piolinda traz um crossover performático e queer.
- Juana Aguirre (Argentina): Revelação do indie folk platino com uso de loops e samples.
- Rosa Pistola (México): Nome forte da cena reggaeton underground.
- Rueda de Candombe (Uruguai): Apresentação do ritmo afro-uruguaio que é Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco.
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A força do jazz e da música brasileira
Representando o cenário nacional fora do eixo sul, o festival recebe:
- Amaro Freitas: O celebrado pianista recifense, destaque internacional no jazz, apresenta um show que dialoga com a tradição afro-brasileira e a espiritualidade indígena.
- Lambada da Serpente: Duo de DJs que conecta tradição e futuro nas pistas.
- DJ Arú: Set dedicado aos ritmos nortistas, como carimbó, guitarrada, melody e tecnobrega.
Identidade local e do pampa
Entre os artistas gaúchos, o Chisme promove o encontro de gerações que ajudam a entender a transformação da identidade do Sul:
- Kleiton & Kledir: Os irmãos pelotenses trazem no repertório os hinos eternos do pop gaúcho, como "Deu pra ti" e "Maria Fumaça".
- Renato Borghetti Trio: Referência mundial que leva a música instrumental do pampa a novos patamares.
- Valéria Barcellos: Multiartista que reconecta o cancioneiro tradicionalista e missioneiro a espaços de inclusão e diversidade.
- Rosa Nika & DJ Musa: Vozes da nova geração ligada ao movimento neonativista.
- Roda de Milonga: Um rito coletivo e participativo com diversos artistas locais no recinto.
"Buscamos no folclore uma força para impulsionar o "pampacore" e evidenciar a dimensão latino-americana da estética gaúcha. O Sul não foi construído no isolamento, foi moldado por misturas e contaminações culturais", destaca João Castiel, coidealizador do festival.
Aquecimento: Programação paralela antecipada
Antes do grande dia no Jockey Club, o Chisme Festival realiza três eventos especiais com locais a serem revelados em breve:
- Em 12 de setembro, uma festa eletrônica em parceria com o Torra Sessions, trazendo o DJ Babatr (Venezuela), expoente do movimento raptor house e dembow urbano.
- Em 5 de novembro, uma parceria com o Festival Mucho! para o show da banda Los Mirlos (Peru), lenda viva da cumbia amazônica psicodélica com 50 anos de estrada.
- A gastronomia, com um evento inédito unindo sabores latinos, terá os detalhes revelados nos próximos meses.