Quando os primeiros acordes do Panela do Samba começaram, uma forte chuva caiu sobre a Capital. "Cheguei a pensar que teria que adiar a festa, mas, felizmente, a chuva veio só pra refrescar", contou Tiago Faccio, um dos organizadores. Segundo ele, o objetivo da iniciativa faz parte de um amplo projeto que visa o resgate da cultura da Cidade Baixa.
A cada final de semana dois blocos se apresentam das 19h30min às 22h. No sábado o esquenta começou na rua João Alfredo próximo a Lopo Gonçalves, dali o bloco seguiu em direção ao Largo Zumbi dos Palmares onde encerrou a festa. "Vamos também fazer eventos na Sofia Veloso, República e Lima e Silva", explicou Faccio.
Embalados pelo samba e pelo ar fresco pós chuva, as pessoas dançavam e cantavam ao som de conhecidos sambas de enredo do Carnaval do Rio de Janeiro e de Porto Alegre. Muitos capricharam no visual, com bonés, chapéus e fantasias, além de camisetas que identificavam seus grupos. "Na verdade, cada bloco que se apresenta traz consigo uma comunidade, mas a maior parte do público é aquele que curte o Carnaval de rua da Cidade Baixa", comentou Faccio. Era o caso da veterinária Letícia Gutierrez, que veio da Zona Sul para prestigiar o evento. "Sempre venho nas festas da Cidade Baixa e hoje a chuva ajudou bastante."
Com camisetas lilás, o Bloco do Divino foi criado há pouco mais de um ano por moradores do Menino Deus. "Ao todo somos em 48, mas hoje vieram menos. É nossa primeira vez neste evento", contou a fundadora do bloco, Ariane Barrei. No próximo final de semana vão se apresentar o Galo de Porto, sábado (15), e Filhos do Cumpadi Washington e Do Jeito que Tá Vai, domingo (16).