O projeto dá início à Trilogia Festiva, composta por "21 Maneiras de Enfrentar a Morte" e "Caóticas" e se debruça sobre as zonas obscuras da experiência humana, que negocia com a dor, o fracasso e a morte. Sem personagens, o texto foi criado a partir das experiências de vida dos atores, que usam seus próprios nomes. "Na vida fazemos vários personagens, assumimos várias personas", justifica a diretora, que se cercou de uma equipe de peso: Simone Rasslan na preparação vocal e trilha sonora; Cibele Sastre no preparo corporal e coreografias; Cláudia de Bem na iluminação e Álvaro Villaverde no cenário. Francisco de los Santos ("Isaías in Tese") e Priscila Collombi ("Parasitas") se unem a antigos integrantes do grupo: Heinz Limaverde, Marina Mendo e Lisando Belloto, também responsável pela produção.
Dividida em jogos, a montagem começa falando da supervalorização do sucesso e que todo mundo já fracassou, em algum momento de sua vida. Afinal, quem não foi humilhado diante de todos ou enganado/traído? A seguir cada um fala de seu primeiro amor e das situações ridículas em que se meteu, como a tentativa de emagrecimento tomando chá e a diarreia na fila do emprego. Os sonhos e o que gostariam de ser ou ter são enumerados: cantar como Janis Joplin; ter pernas mais longas; e até se contentar com o que é. Os caminhos para o sucesso também são citados, assim como para o fracasso. Aí entram depoimentos de pessoas comuns e do meio artístico sobre o que consideram fracasso, que invariavelmente incluem o desemprego, a paralisação pelo medo: da solidão, de confiar, de estar num relacionamento ruim e permanecer nele, do ser humano, o abandono de expectativas, defesas e limites, entre muitos outros.