"A prefeitura não pode escolher quem vai ou não colocar o bloco na rua. Procuramos organizar a folia para que toda a população se divirta e tenha o seu direito de ir e vir respeitado", disse o secretário, adiantando que o número de blocos aumentou nas zonas Norte e Oeste, mas foi controlado na zona Sul e no Centro, locais onde não há mais espaço para novos blocos.
Para dar conta da sede dos foliões, foram cadastrados cinco mil ambulantes. "Junto com o Corpo de Bombeiros, nas áreas dos maiores blocos também vamos abrir ruas que servirão como saídas de emergência. Queremos evitar os transtornos como os do ano passado no Cordão da Bola Preta, quando houve tumulto no meio da multidão de 1,8 milhão de pessoas", justifica.
O secretário destacou ainda que, graças ao patrocínio de uma cervejaria, a prefeitura vai economizar aproximadamente R$ 20 milhões, não só na organização dos ambulantes nos blocos, mas na distribuição de 150 mil exemplares do Guia do Rio (com todos os pontos turísticos, dicas de restaurantes e hotéis) e 500 mil guias de programação dos blocos.
O patrocínio também vai ajudar nas ações de proteção de monumentos que estiverem no trajetos dos blocos, assim como jardins e canteiros. E para reduzir o lixo nos blocos, a patrocinadora vai implantar postos de coleta seletiva em 15 supermercados e depósitos (onde os ambulantes se abastecem), nos 40 maiores desfiles da cidade, e com os próprios ambulantes.
Em 2013, o Rio contabilizou 5,36 milhões de foliões divididos em 492 blocos carnavalescos, que tiveram 16,2 mil banheiros públicos à disposição. O maior dos blocos é o Cordão da Bola Preta, que, no ano passado, arrastou 1,8 milhão de pessoas de todas as idades. Foram recolhidas 15 mil toneladas de lixo das ruas. Para 2014, são esperados 5,07 milhões de foliões em cerca de 400 blocos, que estão divididos entre Centro (55,14%), zona Sul (26,7%), zona Norte (6%), zona Oeste (5,46%), Barra da Tijuca (4,14%) e Tijuca (2,56%).