Arte & Agenda

Cineasta britânico Sam Mendes presidirá júri do Festival de Veneza

Diretor de "A Beleza Americana" disse que se sentiu honrado pelo chamado

Mendes no filme "Distante Nós Vamos"
Mendes no filme "Distante Nós Vamos" Foto : Reprodução / CP
O diretor de cinema britânico Sam Mendes ("Skyfall", "Beleza Americana", entre outros filmes), será o presidente do júri do 73° Festival Internacional de Cinema de Veneza, que acontecerá entre 31 de agosto e 10 de setembro. O anúnciou foi feito nesta quarta-feira pelos organizadores do célebre festival italiano. 

"Sua vocação de homem de teatro e seu cinema autoral" fazem de Sam Mendes, de 50 anos, um artista "particularmente eficaz e convincente", segundo o diretor artístico do Festival, Alberto Barbera, citado em um comunicado.  "Suas representações, tanto destinadas aos palcos de teatro como às salas de cinema, têm o mérito de saber conciliar as expectativas dos críticos mais exigentes com o gosto de um público muito abrangente, que não parece ter fronteiras geográficas ou culturais", acrescenta.

Mendes disse que se sentiu muito "honrado" por ter sido chamado a presidir o júri do Festival de Veneza, o mais antigo festival de cinema do mundo.  "Sempre mantive um estreito laço com Veneza", destaca em um comunicado.  "Quando ainda era estudante, trabalhei durante três meses na coleção Peggy Guggenheim (museu de arte europeia e americana) em 1984", afirma o diretor.  "A lembrança mais bonita que tenho de um festival é a da projeção de 'Estrada para Perdição' em 2002" na ilha italiana de Lido, acrescenta, em referência ao filme dirigido por ele mesmo.

Sam Mendes ganhou o Oscar de melhor diretor em 2000 pelo filme "Beleza Americana".  A composição completa do júri da 73ª edição do festival veneziano será divulgada posteriormente. No ano passado, o júri do Festival, presidido pelo diretor mexicano Alfonso Cuarón, premiou principalmente o cinema latino-americano. O filme "Desde allá", do venezuelano Lorenzo Vigas, ganhou o Leão de Ouro, principal honraria do evento, e o argentino Pablo Trapero levou o Leão de Prata de melhor diretor por "O Clã".

O cinema brasileiro não participou da mostra principal, mas ganhou dois prêmios na mostra paralela Horizontes: "Boi Neon", de Gabriel Mascaro, ganhou o prêmio do júri, enquanto quatro atrizes brasileiras levaram a premiação especial Bisato de Ouro por suas atuações em "Mate-me Por Favor", filme de Anita Rocha da Silveira.

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