Aos 101 anos e com praticamente 80 anos de carreira initerrupta, o diretor português Manoel de Oliveira abriu a seção Um Certo Olhar do Festival de Cannes nesta quinta-feira e apresentou "O estranho caso de Angélica", que ele filmou em Regua, perto de sua Porto natal, um velho projeto escrito em 1952 e inspirado num caso familiar. Na história, um jovem fotógrafo recebe a encomenda de fazer o último retrato de Angélica, uma jovem falecida pouco antes de se casar, e o fotógrafo se encanta com sua beleza.
O centenário cineasta oferece um conto que é uma nova e estimulante proposta de cinema, que mescla os gêneros com toda a naturalidade, de documentário ao cinema fantástico. Outro documentário inaugurou a Quinze, "Benda Bilili!", título que retoma o nome de um grupo de músicos descoberto pelos cineastas franceses Renaud Barret e Florent nas ruas de Kinshasa, capital do Congo.
Cineasta de 101 anos exibe novo filme em Cannes
O estranho caso de Angélica, de Manuel de Oliveira, foi escrito em 1952, inspirado numa história familiar