Outro jovem cineasta iraniano, Mohammad Rasoulof, também foi sentenciado a seis anos de prisão por acusações similares, segundo seu advogado, Iman Mirzadeh, à agência ISNA. Rasoulof fazia um filme com Panahi antes da detenção.
Panahi foi detido em 1º de março junto com sua esposa, sua filha e outras pessoas que estavam em sua casa. A maioria dos detidos foi liberada em seguida. Ele foi libertado em maio após o pagamento de uma fiança de cerca de US$ 200 mil. Logo após sua detenção, autoridades iranianas disseram que o prenderam por fazer um filme "antirregime" sobre a conturbada situação que sacudiu o Irã depois da contestada reeleição do presidente Mahmud Ahmadinejad, em junho de 2009.
Enquanto estava na prisão, Panahi fez uma greve de fome para protestar contra as condições de sua detenção e pressionar por seu pedido de ser libertado sob fiança enquanto aguardava a marcação da data de seu julgamento.
Panahi é conhecido por seus filmes corajosos e socialmente críticos, como "O Círculo", que arrebatou o Leão de Ouro do Festival de Veneza no ano 2000, "Ouro Carmim" e "Offside", ganhador do Urso de Prata do Festival de Berlim de 2006.
Em fevereiro, as autoridades proibiram Panahi de deixar o país para assistir o Festival de Berlim. Sua detenção, em março, foi criticada por cineastas internacionais, como Steven Spielberg, Martin Scorsese, Ang Lee e Oliver Stone, e por outros jovens diretores iranianos. O Festival de Cinema de Cannes e o governo francês também condenaram a prisão de Panahi, enquanto a atriz francesa Juliette Binoche caiu em prantos ao saber que ele estava em greve de fome.