Figura central do Novo Cinema Alemão, Herzog é conhecido sobretudo pela sua filmografia ficcional, marcada por títulos inquietantes como "O Enigma de Kaspar Hauser", "Aguirre", "Nosferatu, o Fantasma da Noite". Seus personagens são rebeldes, solitários e incompreendidos. A mostra, no entanto, irá destacar a sua carreira como documentarista. Serão projetados, em diversos horários, um total de 23 títulos, divididos em cinco temas: "Sobre Werner Herzog", "Criação e Apocalipse", "O Início e o Fim da Linguagem", "Guerreiro e Perpetrador" e "Decolagem e Queda". Os documentários foram produzidos entre 1965 e 2005 e incluem desde "Hércules", seu trabalho de estreia de 1965, passando por "Balada de um Pequeno Soldado", até os mais recentes, como "Além do Azul Selvagem" e "O Diamante Branco".
Amanhã, na estreia, será dia para conhecer o diretor em "Sou o Que São Meus Filmes", dividido em duas sessões, às 15h e 17h. O projeto é um retrato de Herzog em sua fase inicial, que procura sobretudo sondar o homem por trás do artista. Ele nutre da proximidade com o entrevistador para produzir momentos de perplexidade. Às 19h, será exibido "Retrato de um Diretor", um breve autorretrato do cineasta. "O Grande Êxtase do Entalhador Steiner" será apresentado, no dia 16 de setembro, e é um retrato do ex-campeão mundial de salto Walter Steiner. O centro do filme é uma competição Eslovênia. Ver sessões e locais no roteiro de cinema do caderno.