A história de “Tatuagem” trata de um romance improvável entre um soldado e um diretor de uma companhia de teatro no ano de 1978, quando as manifestações artísticas sofriam com a censura do regime militar. O filme tem várias cenas de nus e também de relações sexuais entre gays. E Lacerda defende que os nus frontais e traseiros que aparecem em seu filme.
Alternando euforia e melancolia, a narrativa também mostra homenagens ao tropicalismo. Houve quem achasse influência do cineasta italiano Pasolini. “Pasolini é sim uma referência para mim, mas não para este filme em especial. Me inspirei mais em filmes de super-8 dos anos 70 que pesquisamos e na segunda fase do Cinema Novo”, explicou Lacerda.
O filme procura resgatar ideais anárquicos dos anos 70 e a resistência de grupos teatrais que buscavam no deboche sua forma de crítica através do palco, no caso em uma boate de quinta categoria, a Chão de Estrelas.
Favoritos à premiação
Integrantes do elenco já despontam como favoritos ao prêmio de atuação masculina. Irandhir Santos, como o protagonista Clécio, faz o público esquecer dos seus ex-personagens, como em “Tropa de Elite 2”, “O Som ao Redor” e “A Febre do Rato”. Em “Tatuagem”, o ator encarna um homossexual criativo e sensível, mas também autoritário com seu grupo.
Como coadjuvantes, dois nomes estão sendo considerados revelações e mostram serem dignos de atenção: Jesuíta Barbosa, que faz o papel do soldado Arlindo, codinome Fininha, e Rodrigo Garcia, como Paulete.