Arte & Agenda

Cinema do mundo no Rio

Começou na última quinta-feira a edição 2024 do Festival de Cinema do Rio, que segue até dia 13, com mais de 250 filmes

O final do evento terá a exibição de "Maníaco do Parque", de Maurício Eça, baseado na investigação dos crimes reais cometidos por um dos mais infames serial killers do Brasil
O final do evento terá a exibição de "Maníaco do Parque", de Maurício Eça, baseado na investigação dos crimes reais cometidos por um dos mais infames serial killers do Brasil Foto : Prime Video / Divulgação / CP

Um dos calendários que está em atividade o ano todo é o de festivais de cinema. Com centenas de eventos espalhados pelo território nacional, e milhares, se formos falar mundialmente, a indústria audiovisual está sempre em discussão e em exposição. Esta semana, o foco das lentes dos amantes do cinema está na realização do 26º Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, que já é parte vital do calendário cultural carioca, e importante referência para cineastas e profissionais do audiovisual. Neste ano, o Festival exibe diversos filmes que brilharam nas telas de festivais como Cannes, Berlim, Veneza, Sundance, Locarno e San Sebástian. Em dez dias de evento, o público pode conferir uma seleção de produções diversa com mais de 250 títulos nacionais e internacionais. Na programação internacional, há alguns dos destaques esperados e comentados em festivais pelo mundo, mostras do cinema contemporâneo e projetos promissores de cineastas em ascensão.

A abertura do Festival teve o multipremiado em Cannes “Emilia Pérez”, de Jacques Audiard, apontado pela imprensa especializada como forte candidato no Oscar 2025. Já o final do evento terá a exibição de “Maníaco do Parque”, de Maurício Eça e estrelado por Silvero Pereira, baseado na investigação dos crimes reais cometidos por um dos mais infames serial killers do Brasil.

O público também poderá ver o primeiro longa em língua inglesa do espanhol Pedro Almodóvar, “O Quarto ao Lado”, com Tilda Swinton e Julianne Moore, vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza.

Outro momento é para os três filmes que se destacaram em outras premiações e celebram a excelência de narrativas cinematográficas na diversidade, em Cannes, Berlim e Veneza. A produção romena “Três Quilômetros para o Fim do Mundo”, que venceu a Queer Palm em Cannes; o drama honconguês sobre luto e relações familiares “Tudo Vai Ficar Bem”, que conquistou o Prêmio Teddy em Berlim; e o documentário colombiano-brasileiro “Alma do Deserto”, que venceu o Queer Lion em Veneza.

A produção lituana “Tóxico”, da cineasta Saul Bliuvait, foi a grande vencedora do Festival de Locarno deste ano, faturando o Leopardo de Ouro na principal competição da mostra suíça. O filme mostra o amadurecimento de uma adolescente que aspira se tornar modelo depois de haver sido abandonada pela mãe e ir viver com sua avó em uma cidade industrial decadente que ela detesta.

Já 51 filmes farão parte da Première Brasil da edição deste ano, entre longas de ficção e documentários, alguns já exibidos em mostras internacionais como Berlim, Toronto e Veneza. Entre os longas de ficção estão "Baby”, de Marcelo Caetano, visto em Cannes; "Os Enforcados", de Fernando Coimbra, exibido em Toronto; além de "Retrato de um certo Oriente", de Marcelo Gomes ("Cinema, Aspirinas e Urubus"). "Manas", primeiro longa-metragem de ficção de Marianna Brennand, também será exibido na mostra. Já entre os documentários, a Première Brasil destaca “A Queda do Céu”, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha, exibido em Cannes e premiado no México. Outro filme que vale a pena prestar atenção é “Apocalipse nos trópicos”, de Petra Costa. A Première Brasil também terá filmes hour concour, como “Câncer com Ascendente em Virgem”, de Rosane Svartman; “Virgínia e Adelaide”, de Jorge Furtado e Yasmin Thayná; e “Filhos do Mangue”, de Eliane Caffé". Estes dois últimos tiveram suas premiéres no Festival de Gramado.

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