A presença marcante de hoje, no 44ª Festival de Brasilia do Cinema Brasileiro, foi a do ex-mnistro José Dirceu. Aguardado ontem para debater o "O Lugar do Cinema e do Audiovisual no Novo Aranjo Institucional das Comunicações", ele só chegou no início da tarde de hoje.
O político se desculpou da ausência na sala de eventos do Kubitschek Plaza, onde ocorrem os encontros do Festival. Depois de tecer comentários sobre as transformações sociais e políticas do país, nos últimos anos, o ex-ministro revelou sua forte relação com o cinema,mas fez uma confissão: "Vejo menos do cinema que gostaria, por causa da vida que levo".
Disse esperar poder ver mais cinema, com o passar dos anos, pela "idade que vem chegando". Antes dos aplausos finais, Dirceu disse que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) precisa chegar ao cinema e à cultura, "para acelerar a reforma que o país precisa".
Por não estar no dia de ontem no festival de Brasilia, Dirceu não ouviu o produtor Luis Carlos Barreto em sua defesa ao cinema plural. "Cineastas como Walter Salles Jr. e Fernando Meirelles não emprestam seu prestígio no crescimento do cinema brasileiro", atacou Barreto, exaltando a necessidade de um cinema brasileiro como projeto coletivo.
Até amanhã seguem os debates sobre presente e futuro do cinema brasileiro trazendo ainda nomes como o do cineasta Cacá Diegues; do diretor Marcos Didonet; do exibidor Adhemar Oliveira e do diretor presidente da Ancine, Manoel Rangel. Já os filmes em exibição tem lotado o Museu Nacional do Conjunto Cultural da república , o Cine Brasília e salas das cidades satélite.
O destaque da noite de ontem em Brasilia foi a exibição do filme "Trabalhar Cansa", de Juliana Rojas e Marco Dutra, apresentado também nos festivais de Cannes, Paulínia e Gramado. O filme foi muito aplaudido pelo público presente ao Cine Brasília.
Cinema e debate em Brasília
Ex-ministro José Dirceu foi a atração nesta quinta