Arte & Agenda

Cinema hispânico é tema de nova mostra na Sala Redenção

“Recortes do cinema hispânico” reúne filmes espanhóis e latino-americanos no cinema da UFRGS

"Pájaros", de 2023, retrata uma amizade que acompanha a migração de aves pela Europa
"Pájaros", de 2023, retrata uma amizade que acompanha a migração de aves pela Europa Foto : Filmax / Divulgação / CP

Em parceria com o Instituto Cervantes de Porto Alegre, a Sala Redenção (campus centro da Ufrgs, com acesso mais próximo pela Rua Eng. Luiz Englert, 333), exibe, de hoje até sexta-feira, dia 16, a mostra “Recortes do cinema hispânico”, com entrada franca. O objetivo é apresentar as diferentes facetas do cinema de países de língua espanhola, a mostra inicia com a exibição de um clássico produzido na Espanha, segue com uma homenagem ao trabalho da diretora Iciar Bollain e encerra com a exibição de quatro road movies.

A diretora Iciar Bollain é um dos grandes nomes do cinema contemporâneo espanhol e se destaca por obras com temáticas cotidianas e de grande carga emocional. Presença constante em festivais de cinema da Europa, seu trabalho ganha espaço na curadoria com dois exemplares de sua filmografia: “Conflito das Águas” (2011), drama histórico que se passa durante a guerra da água na Bolívia; e “Yuli” (2018), que narra vida do dançarino cubano Carlos Acosta, que também atua no filme.

As sessões de road movies exploram a estrada como metáfora da transformação pessoal. As narrativas transitam entre viagens nostálgicas, fugas inesperadas e encontros improváveis. A programação inclui títulos como “Querida Gina” (2013), um documentário que acompanha dois idosos em busca de uma antiga estrela de cinema; “Mami Blue” (2010), uma comédia irreverente sobre a fuga de uma senhora e sua cuidadora; “Pájaros” (2023), que retrata uma amizade que acompanha a migração de aves pela Europa; e “522. Um Gato, um Chinês e Meu Pai” (2019), cuja personagem central é uma mulher com agorafobia que tenta lidar com o passado.

O clássico de Juan Bardem, “A morte de um Ciclista” (1955), é o filme que encerra a mostra. A obra é um suspense que coloca em cena não apenas a tensão característica do gênero, mas também reflexões sobre como cada extrato social é tratado diante de um mesmo crime. O longa-metragem foi premiado no Festival de Cannes de 1955.

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