A partir desta terça-feira a Sala P. F. Gastal, da Usina do Gasômetro (João Goulart, 551), em Porto Alegre, exibe, em parceria com o Instituto Goethe, uma mostra retrospectiva com dez filmes de Werner Schroeter, um dos nomes mais radicais do cinema moderno alemão. Com projeção em blu-ray, o ciclo tem entrada franca, e sessões às 15h, 17h, 19h30min e 20h.
Embora o cinema de Schroeter tenha nascido no espírito do Novo Cinema Alemão e tenha feito parte desse movimento desde o início, seu estilo o diferencia de outros cineastas do movimento. Schroeter criou uma estética própria que é marcante em todos os seus filmes sejam de ficção ou documentários, o que o deixou numa posição marginal dentro do Novo Cinema Alemão. Suas obras são radicais, principalmente na linguagem cinematográfica. Amante de óperas, ele usa imagens extremamente estilizadas e iconográficas, com uma linguagem opulenta e expressionista. Suas obras obedecem rigorosamente a um ideal artístico e são tão inovadoras quanto provocadoras.
Seus primeiros filmes, “Argila” e “Eika Katappa”, ainda no final dos anos 1960, expandem as fronteiras do cinema narrativo tradicional, a partir de telas múltiplas e colagens experimentais. Na década de 70, realiza algumas de suas obras mais célebres, como “A Morte de Maria Malibran”, homenagem a grandes divas do canto, como Maria Callas e Janis Joplin; “Willow Springs”, surrealismo californiano; o romantismo brega de influência mexicana em “Anjo Negro”, e a Cuba imaginária de “Os Flocos de Ouro”. Outros títulos em exibição são “Piloto de Bombardeio”, “Dia dos Idiotas”, “Concílio de Amor”, “Del’Argentine”.
Cinema moderno alemão terá mostra em Porto Alegre
Dez filmes de Werner Schroeter estarão em cartaz a partir desta terça na Sala P. F. Gastal