A Cinemateca Paulo Amorim da CCMQ (Andradas, 736) exibe, nesta quinta-feira, o documentário “Minha Terra Estrangeira”, dirigido pelo Coletivo Lakapoy, Louise Botkay e João Moreira Salles. A sessão começa às 19h15min e conta com a presença de Ubiratan Suruí e João Moreira Salles, além de mediação do jornalista Roger Lerina. A entrada é franca, com distribuição de senhas uma hora antes da sessão.
O filme acompanha dois personagens, pai e filha, durante os 40 dias que antecederam as eleições de 2022. O pai, Almir Suruí, é um líder indígena candidato a deputado federal por Rondônia, um dos estados mais pró-Bolsonaro do país; já a sua filha, Txai Suruí, é uma jovem ativista ambiental que se dedica à luta pela floresta.
O coletivo Lapakov, formado por cineastas indígenas do povo Paiter Suruí e não indígenas — ao qual se soma a realizadora Louise Botkay —, acompanhou a campanha do pai; enquanto isso, Moreira Salles filmou a filha.
O resultado preserva essas duas perspectivas, bem como o contraste entre elas. Em paralelo com os acontecimentos da campanha eleitoral, outros temas se destacam: quem representa, como representa e, crucialmente, qual noção de tempo a cronologia da história deve respeitar — a do indígena ou a do branco? O filme estreou no festival É Tudo Verdade, um dos maiores do gênero documental.