A apresentação do grupo, formado pela união das companhias Parlapatões e Pia Fraus, aborda grandes questões da humanidade, como os mistérios de nossa origem e nossos destinos. Por meio de acrobacias, malabarismos, saltos e vôos, o espetáculo narra a aventura do personagem Inadequado, um homem desajustado e perdido no tempo, cuja vida vira de ponta-cabeça quando tenta auxiliar uma Anja que despencou do céu.
Com auxílio de um cientista, o Homem Original (meio homem, meio macaco) luta contra o tempo, o que faz o Inadequado inverter o curso de sua vida, ao invés de envelhecer, rejuvenesce a cada cena. O espetáculo une números circenses com tecnologia de ponta, como projeções com recurso de light grafitti, onde imagens de vídeo interagem ao vivo com o público e com as cenas.
Conforme Possolo, em relação a outros espetáculos da companhia, esta montagem tem um roteiro mais evidente. “Fiz muita pesquisa científica e tive a preocupação de fazer entretenimento, mas também abordar um assunto sério, que é a importância das pesquisas das células tronco. Isso é colocado na personagem da Anja em sua busca por uma cura. Em todo o espetáculo uso muitas representações alegóricas e elementos hiperbólicos para criar esses momentos”, explica o autor.
Além da trupe de artistas que se reveza no palco, Possolo chama atenção para o pessoal que trabalha nos bastidores, pois foram criados aparelhos especialmente destinados para este espetáculo. O diretor lembra também que DNA usa muitos recursos tecnológicos para se concretizar. “Mas, sem jamais engolir a espontaneidade”, garante, acrescentando que o que é chamado de “novo circo” está em formação.
O Festival de Curitiba foi aberto na terça, 29 e segue até 10 de abril, com 31 espetáculos na Mostra Principal e 373 peças na mostra alternativa Fringe, das quais nove são gaúchas, como o "O Avarento", do Grupo Farsa, e "A Claudinha Está Lá Fora", da Makki Produções.