Antes da exibição, Assis, provocou: "Filé a gente faz com o coração e quem não gostar que me chame de babaca". Na tela, uma poética visual, em P&B, contando a história do poeta Zico. Assis apresenta, com imagens extremamente bem cuidadas, o rico universo da expressão popular típica do nordeste brasileiro: “febre do rato” significa aquele que está fora de controle. É assim que Zizo, poeta inconformado e anarquista, denomina seu tabloide, publicado às próprias custas.
Na trama,o diretor constrói um rico universo particular que envolve o personagem, no qual saciar os desafortunados é uma mistura de benefício com altas doses de maldade. Talentoso, o ator Irandhyr Santos, que vive Zico, cria vínculos importantes com o público, demonstrando sua capacidade de encarnar a alma do personagem. Ao seu lado, a atriz Nanda Costa e os atores Matheus Nachtergaele e Juliano Cazarré completam a cena.