O goleiro mais vitorioso da história do Internacional não esconde sua paixão por Porto Alegre. Clemer tem até dificuldades para definir qual o local preferido. “Aqui obtive as maiores conquistas profissionais e pessoais. Gosto da cidade por inteiro e daqui não pretendo sair”, garante o maranhense de 41 anos que, atualmente, exerce a função de preparador de goleiros do Inter. Sua relação com a Capital pode ser traduzida como “um amor à primeira vista”. Quando trocou o Flamengo pelo Inter, há oito anos, pretendia fixar residência na Barra da Tijuca, assim que encerrasse a carreira. “Mas cheguei aqui e fiquei encantado com os costumes e com o carisma dos porto-alegrenses. Era como se estivesse retornando às minhas raízes. Não sei explicar”, admite. Logo, seu apego à cidade contagiou a mulher Elisabete e as filhas Elisabel, de 10 anos, e Elisiê, de 13 anos.
Recentemente, Clemer comprou dois apartamentos em um prédio do bairro Praia de Belas, onde fixou residência após uma reforma para conjugação dos imóveis. “Nasci em São Luís, no Maranhão. Mas Porto Alegre é a minha casa. Tomo chimarrão há oito anos, sou assíduo frequentador de shoppings e cinemas, e adoro comer churrasco assado em fogo de chão”, revela. Para Clemer selar de fato o “casamento” com a cidade falta apenas encontrar uma propriedade, na zona rural do município, para exercitar as lides campeiras. “Quando isso acontecer minha felicidade estará completa. Adoro andar a cavalo”, diz Clemer, que confidenciou o desejo de ter um filho porto-alegrense, já que Elisiê é paulista e Elisabel carioca.
Ele assegura ter sido acolhido desde a chegada ao Beira-Rio. Independentemente do vínculo com o Inter, Clemer tem boa circulação entre os gremistas. “Os garotos me param nos shoppings e restaurantes para fazer fotos. Alguns usando a camiseta do Grêmio”, comenta. Clemer adora percorrer as ruas e avenidas da Capital, contemplando os estilos arquitetônicos das construções.
“Quando se ama um lugar por inteiro fica difícil segmentá-lo por preferências.” Por outro lado, não esconde a predileção por um espaço localizado nas dependências do Estádio Beira-Rio: o Vestiário Frederico Arnaldo Ballve. É lá que estão afixados os painéis fotográficos que eternizaram os dois títulos mais importantes de sua carreira - a Copa Libertadores da América e o Mundial de Clubes da Fifa -, conquistados em 2006. “Sempre que chego ao estádio dou uma passadinha no vestiário e me emociono”, relata. Quando não está na companhia da família, Clemer busca refúgio no Beira-Rio - um dos pontos turísticos de Porto Alegre. O estádio foi construído em grande parte com a contribuição da torcida, que trazia tijolos, cimento e ferro para a obra, inclusive do Interior.
O primeiro jogo sediado no Beira-Rio, em 6 de abril de 1969, foi um amistoso contra o Benfica, de Portugal. O primeiro gol da história do estádio foi marcado por Claudiomiro. O Inter venceu o time visitante por 2 a 1. “Depois de Porto Alegre, o Beira-Rio é minha segunda casa”, conclui ele.
Clemer indica seu lugar preferido em Porto Alegre
Estádio Beira-Rio eterniza os dois títulos mais importantes da carreira do preparador de goleiros colorado