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Colomy lança álbum "Pra Quem Andou Perdido"

O disco com nove faixas inéditas explora o percurso emocional entre o fim e o recomeço, com participações especiais e referências diversas

Pedro Lipa, Eduardo Schuler e Sebastião Reis formam a Colomy desde o ano de 2021
Pedro Lipa, Eduardo Schuler e Sebastião Reis formam a Colomy desde o ano de 2021 Foto : Carol Siqueira / Divulgação / CP

Depois de apresentar os singles “Causas Naturais” e “Rádio”, a Colomy lançou no fim de julho, o segundo álbum de estúdio, “Pra Quem Andou Perdido”. Fruto da parceria com a Universal Music, o novo disco de inéditas reúne nove faixas produzidas por Dudinha e acompanha o percurso emocional de quem atravessa o intervalo entre um fim e um recomeço. É um disco para que as pessoas possam se emocionar, sorrir, chorar, dançar e cantar. As canções foram feitas com a nossa alma de uma forma muito verdadeira”, diz Sebastião Reis, (voz, violão e guitarras), que junto com Eduardo Schuler (bateria) e Pedro Lipa (voz, violão e guitarras) formam a Colomy desde 2021.

Mais do que um álbum sobre relacionamentos, a obra observa aquilo que permanece depois deles. As ideias que dividem a história do álbum dissecam temas como despedidas, ausência, culpa, esperança e reconstrução, em histórias vivas que também são a própria transformação vivida pela banda. Se “Jaú” (2023), nasceu durante a pandemia, em um sítio no interior paulista, cercado pelo silêncio e pelo isolamento, o novo trabalho é fruto da intensidade da vida fora desse refúgio. Escrito entre 2023 e 2024 em São Paulo, o disco incorpora uma sonoridade mais urbana, novas experiências, novas referências musicais que levaram a um amadurecimento não só pessoal como artístico do trio. “O álbum representa para mim uma grande mudança de chave individual na forma de compor, de enxergar música. Isso se deve ao fato dele reunir canções mais sinceras e honestas que fiz em minha vida. São lugares, pessoas, fatos e sensações que fui descobrindo, ao longo do processo, também como se conectavam a outras pessoas. Então as canções podem representar qualquer um que as ouça” explica Pedro Lipa.

Nas referências de rock brasileiro dos anos 1970 e 1980, bem como o cancioneiro popular brasileiro destas épocas, o disco reúne participações de três artistas que espelham esse universo: Guilherme Arantes, nome fundamental na construção da canção brasileira, Peter Buck, guitarrista do R.E.M. e Barrett Martin, baterista do grunge de Seattle, de Screaming Trees e Mad Season.

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Outras referências da banda tem a ver com o rock argentino e latino.

“É engraçado pensar que a gente se aproximou muito da música latina, justamente quando a gente foi embora de Porto Alegre. Talvez para matar um pouco da saudade de casa, dos costumes, mas quando a gente morava em Porto Alegre, a gente gostava muito do rock britânico, porque Porto Alegre tem esse lance capital do rock britânico no Brasil. Todo mundo quer ser Beatles, Stones, e quando a gente saiu de lá, o mosquitinho do rock argentino, da cúmbia, da zamba, nos mordeu?”, conta Schuler, que é gaúcho, assim como Lipa.

O álbum compreende que todo fim inaugura uma nova possibilidade de existência. É justamente no espaço entre despedidas e recomeços que o trio apresenta uma obra madura. Com letras viscerais, a banda amplia seus horizontes enquanto segue construindo com personalidade e identidade cada vez mais própria o seu lugar na música brasileira contemporânea.

“Conseguimos encontrar no disco uma identidade que nós três estivemos buscando ao longo de nossas vidas. E naquele momento de vida em que nos encontrávamos, nossas personalidades influenciaram muito no som que nasceu dali. Para mim, este disco representa maturidade musical e de experiência no mundo”, comenta Schuler.

Depois destas falas do trio, é importante ouvir o disco e fazer seus próprios julgamentos.

Ouça “Pra Quem Andou Perdido”:

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