No início do filme baseado no livro da havaiana Kaui Hart Hemmings, a narração em off, de King, já adverte para a noção errônea que as pessoas têm do paraíso do Havaí, com praia, surfe, colares e danças de hula. Não! Há problemas como em qualquer local: engarrafamento, miséria, doenças e conflitos interiores. Matt King está no epicentro de um deles.
Desglamourizado, Clooney marca sua atuação por construir um homem comum, daqueles que a vida pressiona forte e que reagem, sentem a angústia, mas devem agir. Nesta jornada, ele pede ajuda às filhas, se aconselha com os amigos da esposa e consulta até um amigo meio bicho-grilo da filha Alex, Sid. Em entrevista à agência Globo, Alexander Payne ressalta que a atuação de Marcello Mastroianni, em "Estamos Todos Bem", de Giuseppe Tornatore, foi um modelo para Clooney. O simpático e quase neorrealista filme de Payne ainda nos dá direito a grandes atuações de atores coadjuvantes do porte de Beau Bridges e Robert Forster, a cenários paradisíacos do arquipélago havaiano e um acesso maior aos costumes locais havaianos.