Para o especialista da indústria do luxo e professor universitário de Ciências Políticas, Serge Carreira, “chega um ponto em que a marca precisa se renovar”. o consultor de luxo Jean-Jacques Picart acredita que a situação pode influenciar no gasto dos clientes: “Trazer um novo estilista se transformou na nova maneira das marcas aguçarem o apetite dos consumidores”.
Para a indústria da moda, todas essas mudanças em apenas um ano mostram o fim de um ciclo e o começo de um novo, como no início dos anos 2000 com a chegada de Hedi Slimane à Dior Homme, e Tom Ford à Saint Laurent, acrescenta Picart.
Em 2011, John Galliano foi demitido da Dior após ser acusado de racismo. Ele foi substituído na primavera pelo belga minimalista Raf Simons. Já a Yves Saint Laurent e a Balenciaga promoveram Hedi Slimane e Alexander Wang nos lugares de Stefano Pilato e Nicolas Ghesquiere, respectivamente.
Nicholas Ghesquiere passou 15 anos na Balenciaga, assim como fez John Galliano na Dior, enquanto Pilati ficou na YSL por 12 anos no total, começando com Ford, diz Pamela Golbin, curadora do Museu de Artes Decorativas de Paris.
Foi tempo suficiente para a indústria mudar, assim como o cargo de estilista. “O número de coleções aumentou de quatro para oito, 12 ou mais se você incluir coleções-cápsula”, acrescentou.
As marcas cada vez mais procuram por estilistas que atuem como seus relações públicas, abrindo lojas e frequentando bailes de gala.