Peter Pan é um garoto que nunca cresce e que vive na Terra do Nunca, juntamente com os Garotos Perdidos e a Fada Sininho. Num belo dia, Peter Pan visita a casa dos Darling e convence Wendy, John e Michael a viajarem com ele para o lugar onde vive. Lá, todos enfrentarão a ameaça do terrível Capitão Gancho. A Galeria de personagens é inesquecível: Peter Pan, o rapazinho que não queria crescer e que achava que as mães só servem para contar histórias; a cintilante fada Sininho, descarada, endiabrada e ciumenta; o sinistro capitão Gancho, cuja mão direita fora decepada e substituída por um gancho; Wendy, a menina a quem Peter Pan ensinou a voar para que pudesse acompanhá-lo à Ilha da Fantasia, onde seria mãe de todos os rapazes perdidos; o temível crocodilo, fonte de informação horária na ilha; e, enfim, a própria Ilha da Fantasia, habitada por sereias, peles-vermelhas, fadas, piratas e aves encantadas. O musical terá três telões, imagens em 3D, recursos de levitação, gelo seco e efeitos especiais de iluminação. São, ao todo, 180 figurinos.
Peter Pan pode ser percebido como o importante triunfo da infância heroica sobre o mundo adulto; neste musical transparece, sobretudo, a relutância humana em enfrentar a mudança e o desejo de sermos todas eternas crianças. James Matthew Barrie, mas conhecido simplesmente como J. M. Barrie, inventou Peter Pan quando contava histórias aos filhos da sua amiga Sylvia Llewelyn Davies, com quem mantinha uma relação de amizade muito especial. O nome provém de duas fontes: Peter Llewelyn Davies, o mais novo dos rapazes naquela época, e de Pan, o malévolo deus grego das florestas. Poucos anos após a morte de seu marido, Sylvia Davies morreu de câncer e Barrie foi nomeado cotutor dos garotos, sem adotá-los oficialmente. Há também quem sugira que a inspiração para o nome tenha sido o irmão mais velho de Barrie, David, que morreu acidentalmente patinando no gelo, quando tinha apenas 13 anos, e afetou profundamente a mãe deles. De acordo com Andrew Birkin, autor do livro "J. M. Barrie and the Lost Boys", foi "uma catástrofe inacreditável da qual ela nunca se recompôs". Margaret Ogilvy retirou conforto da noção que, tendo David morrido tão jovem, permaneceria um rapaz para sempre. Barrie buscou nessa ideia a inspiração".