A Revolução Cubana, em 1959, entusiasmou as esquerdas na América Latina. Os guerrilheiros demonstraram que era possível chegar ao poder empunhando armas. Seguiram-se os golpes contra as esperanças revolucionárias, em países como Brasil, Chile, Argentina, Uruguai e El Salvador. O cenário foi marcado pelo confronto. Os matizes deste contexto nas Américas do Sul e Central podem ser acompanhados por filmes que colocam a questão em pauta. Para os curadores da mostra, Tânia Cardoso de Cardoso e Nilo Piana de Castro, a programação busca projetar luz sobre este período da história.
Ainda hoje, estreia com exclusividade no Cine Santander Cultural (Sete de Setembro, 1028), o documentário "Ainda há Pastores?", às 19h. O filme chega para preencher lacuna em relação ao cinema português, ainda pouco difundido no Brasil. Com profunda relação com o agrário, o longa aborda as terras, o campo e a agricultura. Haverá sessão amanhã, às 19h. O diretor Jorge Pelicano acompanha a sessão e conversa com o público no domingo, às 19h, no local.
Também serão exibidos, a partir de hoje, os recentes filmes do cineasta Manoel de Oliveira. "Sempre Bela" retoma os personagens do filme "A Bela da Tarde" (de Luis Buñuel, 1967) 38 anos depois, com exibições hoje e amanhã, 15h. "Singularidades de uma Rapariga Loura" acompanha um homem que conta sua vida a mulher em um trem. Baseado em conto de Eça de Queirós, será exibido às 17h, hoje e amanhã.
type="text/javascript" src="
http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#username=xa-
4c76b6086e4c1cff">