Neste sábado, 21, a Companhia de Ópera do Rio Grande do Sul (CORS) retorna a Passo Fundo, desta vez com a obra cômica Rita, do italiano Gaetano Donizetti, com libreto de Gustave Vaëz, composta por oito números musicais ligados por diálogos falados e cantados. A apresentação acontece às 20h no Teatro do Sesc Passo Fundo (av. Brasil Leste, 30). A entrada é gratuita.
A divertida trama gira em torno de Rita, viúva do primeiro casamento e casada novamente com Beppe, que sofre maus tratos da mulher. A situação muda com a volta de Gasparo, primeiro marido de Rita, tido como morto. Beppe faz de tudo para devolver a esposa para ele.
A borbulhante música de Donizetti e o estilo belcantista embalam essa alegre ópera, com seus personagens em uma nova versão: gaúchos tradicionalistas às lidas com esse triângulo amoroso. O espetáculo é cantado em italiano, com projeção simultânea de legendas em português.
Com direção artística de Flávio Leite, presidente da CORS, a montagem traz a soprano Gabriela Nunes no papel de Rita, o tenor Felipe Bertol interpretando Beppe e o barítono Vinícius Braga, Gasparo, acompanhados pelo pianista Patrick Menuzzi.
Gaetano Donizetti nasceu em Bérgamo, na Itália, em 29 de novembro de 1797. Foi aluno do padre Mattei, em Bolonha. Em 1827, fixou-se em Nápoles, onde se tornou professor do Real Collegio di Musica. Ele, Bellini e Rossini eram, à época, os três grandes mestres do bel canto, óperas que apresentavam árias floridas, capazes de obter da voz humana o máximo efeito.
Donizetti tinha grande facilidade de compor. Completou 71 óperas, 13 sinfonias, 18 quartetos, três quintetos, 28 cantatas, além de 115 outras composições de distintos gêneros. O Elixir do Amor, Lucia de Lammermoor, e Don Pasquale são consideradas suas obras mais expressivas e, até hoje, muito apreciadas pelos amantes da cena lírica. Seu estilo composicional acabou influenciando outros grandes compositores de ópera, mais notavelmente Giuseppe Verdi. O compositor morreu em 8 de abril de 1848, em Bérgamo.