Foram selecionadas as peças de Mozart, “Sinfonia nº 1, K 16”, composta quando o compositor tinha apenas 8 anos, e “Rondó em Lá Menor” para piano e orquestra. De Salieri, as eleitas foram “Sinfonia Veneziana” e “Concerto para Piano em Dó Maior”. A regência é de Antonio Borges-Cunha e o solista convidado é o pianista Max Uriarte, grande conhecedor do repertório clássico do século XVIII.
Segundo Borges-Cunha, o binômio Mozart - Salieri tem sido motivo para investigações sobre suas músicas e relacionamentos pessoais. Mozart é o gênio que extrapolou os limites e as expectativas de sua época. Salieri, professor de Beethoven, é o compositor que soube manter o diálogo com a corte e produziu uma obra grandiosa, incluindo sinfonias e óperas. O pianista Uriarte enfatiza que ainda hoje o nome do compositor Salieri está relacionado à ideia de que ele teria envenenado Amadeus Mozart movido pela inveja. No entanto, estudos aprofundados e a inclusão de obras de Salieri em programações atuais revelam um grande compositor, o que justifica a sua fama na Europa do século XVIII. Assim, conforme o instrumentista, a contraposição das obras de Salieri e Mozart em um mesmo programa oportuniza a apreciação de similitudes e diferenças, além de compreendê-las como expressões musicais diversas, mas com a mesma origem - o incrível estilo clássico.
Max Uriarte, graduado em piano pelo Instituto de Artes da Ufrgs, realizou aperfeiçoamento na Hochschule für Musik (Viena/Áustria), onde concluiu pós-graduação. Esteve radicado em Viena de 1986 a 1999. Entre seus mestres, Caio Pagano, Emma Jiménez e Carmen Graf-Adnet. Premiado em vários concursos para jovens solistas no Brasil, atuou como recitalista em diversos países europeus e como solista em orquestras brasileiras como Osesp, OSR, Ospa, OCTSP e OCS