Previsto inicialmente para estreiar em janeiro, mas transferido por conta do aumento dos casos de Ômicron, “Leonel” conta a história de Leonel de Moura Brizola, no centenário de seu nascimento, hoje e amanhã, às 21h e domingo, 20h, no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa (Praça da Matriz). Pelo Porto Verão Alegre, os ingressos estão à venda no site do festival.
Caco Coelho dirige o espetáculo, com supervisão de Vera Holtz e conduzido pela cantora e atriz Camila Falcão. O lado humano por trás do homem público é o mote do trabalho, com imagens sobre a trajetória política do homenageado e entrevistas históricas. O ator Paulo Roberto Farias interpretará Leonel Brizola desde o nascimento em Cruzinha, localidade de Carazinho, em 1922, até o início daquele que seria o mais longo exílio brasileiro. Lisandro Pires assume o papel do momento da lida com o campo, no Uruguai, e o retorno ao Brasil, até o ponto em que ele entende que a sua participação na vida brasileira deve ser apenas contribuir com o melhor de sua capacidade, pós as disputas eleitorais. Caco Coelho entra na terceira fase, quando o ex-governador vive uma das maiores dores de sua vida: a morte de Neusa Brizola, interpretada pela atriz Marina Mendo. “Vamos contar a história do gurizinho que escolheu o seu próprio nome: Leonel. São os bastidores humanos da trajetória de um homem que, nascido em uma casa de chão batido e teto de zinco, se torna o único brasileiro eleito governador por dois Estados. O ser humano que estava por trás daqueles que foram os maiores movimentos cívicos da nossa história”, explica Caco.
Adaptação livremente inspirada no universo de Valter Hugo Mãe, “Homem Mãe” está de hoje a domingo, 20h30min, no Teatro Carlos Carvalho (Casa de Cultura Mario Quintana – 2º andar), com direção de Fernando Kike Barbosa. A trama se desenvolve em três ambientes distintos, dentro de uma vila de pescadores, onde vivem pessoas simples, brutalizadas pelo trabalho duro e com convicções herdadas de um passado de crenças e regras morais inabaláveis. Um pescador, tomado pela necessidade de compartilhar a vida com alguém, parte à procura de um filho no povoado. A partir daí surgem os outros personagens, cada um com sua dolorosa história, composta de escolhas aparentemente individuais que colocam em jogo o equilíbrio natural da vida na comunidade. Na aldeia surgem expressões de intolerância, do preconceito e do amor incondicional de uma família afetiva.
No Teatro Bruno Kiefer (Casa de Cultura Mario Quintana – 6º andar) em sessão única hoje, às 20h, “A Fome” traz Sissi Venturim contracenando com João de Ricardo, que assina a direção da peça; Entre revelações pouco palatáveis e a exposição de uma fome voraz pela vida, incorpora circunstâncias míticas e críticas sobre o feminino numa performance-limite entre o ritual e o cyber. O relato é violento, irônico e absurdo. Esta mulher sem nome nem espaço se dilata guiada por uma chama primitiva e implacável. Pelos dentes irá descobrir a forma mais intensa de consumir o amor, o outro e sua sombra.
Com texto repaginado e novo elenco, “Se Meu Ponto G Falasse” completa 25 anos em cartaz, sob a direção de Júlio Conte. Em cena, a trajetória de duas mulheres comuns (Bruna Eltz e Dedé Leitão) que viveram as etapas obrigatórias da mulher do século XX. Sonharam com seus príncipes encantados, se decepcionaram com eles, viveram a dor da separação, a conquista da auto-estima e do poder da sexualidade, conquistaram seu espaço no mercado de trabalho, através da descoberta de seus talentos e desvendaram um mundo novo e cheio de possibilidades. Bia e Ana representam a mulher que se auto-retrata depois de todos os avanços da revolução feminista e traça, com muito humor, muita autocrítica e uma pitada de auto-ajuda, o perfil da nova mulher.