No cerne da trama do filme de Duncan surge, ainda, um outro tema recorrente, sobretudo nas últimas décadas: o terrorismo. E é esta temática que faz com que a missão de Stevens tome um sentido e, por vezes, justifique suas ações em busca do fim desejado. Afinal, a tentativa de buscar os responsáveis por um atentado que deixa milhares de vítimas consegue capitalizar sentimentos positivos em vários contextos. Com a tal premissa, cada segundo das vidas repetidamente experimentadas pelo capitão tem objetivos claros e precisos, que vão sendo revelados aos poucos na tela. As idas e vindas do presente e do futuro da questão ali exposta foram apresentadas ao diretor: "E se viajar no tempo fosse possível, ainda que por alguns minutos?". Foi o roteirista Ben Ripley que, depois de várias produções sequenciais, ousou oferecer ao experiente produtor Mark Gordon (responsável por "O Resgate do Soldado Ryan", "O Mensageiro", "O Dia Depois de Amanhã", "Velocidade Máxima" e dezenas de séries de TV) o tal argumento. Fascinado pela ideia, Gordon recorda que, mesmo sabendo que a ideia de viajar no tempo seja algo batida, ficou encantado pela questão: "já temos a teoria necessária para fazer isso e que, quando de fato acontecer, provavelmente não seremos capazes de nos movermos por longos períodos de tempo, mas por alguns minutos".
Foram meses de gravações, com Jones dirigindo Gyllenhaal através de um complicado sistema, com o ator trancado num cenário suspenso por um sistema de polias e alavancas, na frente de uma tela verde sobre a qual seriam adicionadas, depois, as imagens que criariam a sensação de um trem em movimento. O trem, aliás, é o cenário fundamental na trama. E é aí que o toque típico do diretor Duncan Jones colocava, através de um fone embutido no ouvido de Gyllenhaal, músicas em climas diferentes, dependendo do espírito da cena. É ver se funcionou.
Assista ao trailer do filme: