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"Contra o Tempo" estreia hoje nos cinemas

Michelle Monaghan e Jake Gyllenhall são protagonistas do suspense<br />

Michelle Monaghan e Jake Gyllenhall vivem tensão na trama dirigida por Duncan Jones
Michelle Monaghan e Jake Gyllenhall vivem tensão na trama dirigida por Duncan Jones Foto : Imagem Filmes / Divulgação / CP
A viagem no tempo é tema recorrente em diferentes filmografias, e ressurge em "Contra o Tempo", uma das estreias deste final de semana nos cinemas. Observado por diversos cineastas, o sonho de dar uma espiada no futuro povoa o imaginário social tanto quanto o cinematográfico. Dito isto, para que tenhamos desejo de ver o novo filme de Duncan Jones, temos que ter algum outro atrativo. O próprio diretor, sabendo disso, reuniu os ingredientes necessários para que uma viagem no tempo envolva, de forma especial, os amantes do gênero. Jones, que se chamou Zowie até os 18 anos, é o filho de David Bowie com Angela Barnett, e virou sensação em 2009 com seu filme de estreia, "Lunar". No novo filme de Jones, o personagem vivido pelo ator Jake Gyllenhall ("O Amor e Outras Drogas", "Entre Irmãos"; "O Segredo de Brokeback Mountain") acorda para o espectador começando a viver uma trama de suspense com muita ação e revelações. É assim que Gyllenhall vive o capitão Stevens, um homem que se vê na pele de um cidadão que ele não conhece. Mais precisamente transferindo sua consciência, por oito minutos, para a vida de outro ser humano. Passado este tempo, renova-se a possibilidade de viver outros oito minutos, no que se revela um importante experimento do governo.

No cerne da trama do filme de Duncan surge, ainda, um outro tema recorrente, sobretudo nas últimas décadas: o terrorismo. E é esta temática que faz com que a missão de Stevens tome um sentido e, por vezes, justifique suas ações em busca do fim desejado. Afinal, a tentativa de buscar os responsáveis por um atentado que deixa milhares de vítimas consegue capitalizar sentimentos positivos em vários contextos. Com a tal premissa, cada segundo das vidas repetidamente experimentadas pelo capitão tem objetivos claros e precisos, que vão sendo revelados aos poucos na tela. As idas e vindas do presente e do futuro da questão ali exposta foram apresentadas ao diretor: "E se viajar no tempo fosse possível, ainda que por alguns minutos?". Foi o roteirista Ben Ripley que, depois de várias produções sequenciais, ousou oferecer ao experiente produtor Mark Gordon (responsável por "O Resgate do Soldado Ryan", "O Mensageiro", "O Dia Depois de Amanhã", "Velocidade Máxima" e dezenas de séries de TV) o tal argumento. Fascinado pela ideia, Gordon recorda que, mesmo sabendo que a ideia de viajar no tempo seja algo batida, ficou encantado pela questão: "já temos a teoria necessária para fazer isso e que, quando de fato acontecer, provavelmente não seremos capazes de nos movermos por longos períodos de tempo, mas por alguns minutos".

Foram meses de gravações, com Jones dirigindo Gyllenhaal através de um complicado sistema, com o ator trancado num cenário suspenso por um sistema de polias e alavancas, na frente de uma tela verde sobre a qual seriam adicionadas, depois, as imagens que criariam a sensação de um trem em movimento. O trem, aliás, é o cenário fundamental na trama. E é aí que o toque típico do diretor Duncan Jones colocava, através de um fone embutido no ouvido de Gyllenhaal, músicas em climas diferentes, dependendo do espírito da cena. É ver se funcionou.

Assista ao trailer do filme:






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