A suspensão atende ao pedido do Ministério Público. O promotor Alécio Nogueira explicou que a medida foi necessária porque a prefeitura não apresentou a documentação reivindicada pelo órgão e nem comprovou a rescisão do contrato com o artista, como anunciado por ele.
O argumento principal usado pelo promotor para pedir o fim da parceria foi a quebra do princípio da economicidade. Ele explicou que o contrato com o rapper, de R$ 170 mil, corresponde à maioria do custo total da Feira do Livro, de R$ 220 mil. O montante, segundo Nogueira, configurou desperdício de verba pública. A decisão judicial é segunda-feira.
Na semana passada a administração municipal de Bento Gonçalves divulgou nota afirmando ter certeza de que não há nenhuma irregularidade na contratação de Gabriel o Pensador e esclareceu que o cachê se referia não ao fato de o rapper ser patrono, mas à prestação de serviço, incluindo show de encerramento do evento, realização de duas palestras com entrega de 2 mil livros (R$ 15 por exemplar) a serem distribuídos para bibliotecas de escolas municipais, além de despesas como passagem, hospedagem, deslocamentos e alimentação do artista e uma equipe de 12 pessoas.
O músico esteve em Bento Gonçalves na terça-feira da última semana a e esclareceu que vai ser apenas patrono do evento e honrar o compromisso com a Feira do Livro, mas sem cachê. Deixou claro que não vai haver mais show, nem venda de livros. Disse, ainda, que a parte do pagamento já recebida será devolvida. A Feira do Livro de Bento Gonçalves ocorre de 9 a 20 de maio.