O corpo da vítima foi encontrado por um funcionário do imóvel por volta das 8h, com várias perfurações. Havia sinais de luta dentro da casa. Segundo informações preliminares colhidas pelos agentes da 23ª Delegacia de Polícia, onde o caso é investigado, o coreógrafo foi visto, na noite de sábado, em um bar do bairro de Portão, no mesmo município. Teria saído do estabelecimento sozinho.
Omolu era um dos mais respeitados bailarinos e coreógrafos da Bahia. Foi um dos fundadores da Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), e autor da primeira coreografia do Balé Folclórico da Bahia, Dança de Origem, em 1988. Ministrava aulas e palestras em todo o mundo e era professor e assistente de direção do Balé do Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador. Em 2001, passou a integrar o Odin, de Barba, atuando em cinco espetáculos, dois apresentados em Porto Alegre, em 2012, no Palco Giratório Sesc: “Ode ao Progresso” e “As Grandes Cidades Sob a Lua”.
O assassinato causou revolta na classe artística baiana. Foi marcada uma manifestação para esta segunda-feira, na frente da Escola de Dança da Funceb, no Pelourinho. "É uma perda para a dança, para a cultura da negritude, para a Bahia e o Brasil", relatou o presidente do Olodum, João Jorge Rodrigues, em sua página no Twitter.
A coordenadora de cultura do Sesc/RS, Jane Schoninger, destacou que Omolu foi uma figura fundamental para a troca de conhecimento e o treinamento de ator. “Ele trouxe os brasileiros para mais próximo do Odin, tinha uma marca no trabalho corporal, pela sua natureza de se deixar estar próximo das pessoas. Uma perda irreparável para o dança e o teatro”, lamentou.
Com informações do repórter Luiz Gonzaga Lopes