O secretário estadual da Cultura, Luiz Antônio de Assis Brasil, se manifestou por meio de nota oficial, no site do governo do Estado. "Marcos Barreto trabalhava afinadíssimo com nossa proposta para a Casa de Cultura, dando-lhe um rosto e uma voz. Barreto não esperava que as coisas acontecessem. Ia à luta. Dava ao trabalho todas as 24 horas de seu dia. Estou pessoalmente abalado e tenho a lamentar o desaparecimento de um colaborador desse quilate", lamentou. O produtor cultural Paulo Wayne assume, interinamente, a direção da CCMQ.
Natural de Santa Maria, Barreto assumiu o cargo em 6 de janeiro e tinha por objetivo transformar a Casa de Cultura em um modelo de centro cultural, produtor e difusor de arte contemporânea. “Temos que ficar espertos e alinhados com a contemporaneidade, esta Casa grita por isso, ela tem que respirar arte, inquietude, provocação e delicadeza”, afirmou no discurso de posse. O último trabalho como ator foi no longa O Carteiro, de Reginaldo Faria, que foi apresentado na última quarta-feira no 39º Festival de Cinema de Gramado.
Marcos Barreto iniciou a carreira em 1976. Em 1981, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde fez o Curso Regular de Formação do Ator na Casa das Artes de Laranjeiras. Em 1985, passou a atuar na Cia. de Ópera Seca com direção de Gerald Thomas onde permaneceu até 1990. No período, participou como ator das peças Matogrosso, Carmen com Filtro 3, Trilogia Kafka, Eletra com Creta, Um Processo e Uma Metamorfose.
Em 1991, retornou para Porto Alegre onde iniciou a carreira de diretor com a peça Lovemember, de autoria própria, sucesso de público e crítica, apresentada no Teatro São Pedro. Dirigiu então as peças Quero Sim, escrita por João Gilberto Noll especialmente para o diretor, Zoo History, de Edward Albee, Eu e os Nós (criação coletiva com o Grupo Górdios e Busílis), Pois é Vizinha (baseado em Una Dama Solla, de Dario Fo), A Cantora Careca de Eugene Ionesco entre outras.
Atuou como oficineiro e coordenador do Projeto de Descentralização da Cultura da Prefeitura de Porto Alegre de 1996 a 2000. Foi coordenador de Artes Cênicas da Secretaria Municipal da Cultura da Prefeitura de Porto Alegre de 2000 a 2003 e diretor do Festival Internacional de Teatro - Porto Alegre em Cena – em 2001 e 2002.
Em 2004, dirigiu e interpretou, junto com a Cia. Gaúcha de Cantadores, o espetáculo Causos e Milongas - Um Musical Pampeano, com textos de Simões Lopes Neto, em várias cidades do Rio Grande do Sul.
Paralelamente, continuou com a carreira de ator participando de diversas produções audiovisuais como Anahy de las Missiones, O Amante Amador e a Coisa Certa, ambas produções da Casa de Cinema de Porto Alegre e, mais recentemente, da minissérie A Casa das Sete Mulheres. Em 2005, o ator e diretor fixou residência mais uma vez no Rio, trabalhando na novela Vidas Opostas, da TV Record. Durante o período, dirigiu a peça Cassino Coração, de Frank D. Gilroy e desenvolveu, junto com o autor Paulo Bauler, o projeto Os Diálogos de um Louco para dar continuidade na sua trajetória, unindo concepção e interpretação.
No ano de 2008, atuou no longa-metragem documentário Santa Catarina - A História não revelada, de Liliane Motta da Silveira. Também teve uma participação especial na novela A Favorita, da Rede Globo, como Joselito Baraúna.
Em 2009, Barreto dirigiu a peça Afinidades Eletivas, adaptação feita da obra de J. Wolfgang Goethe. Durante o período, teve participações em novelas da Rede Globo, atuando em Viver a Vida, Malhação e Caras e Bocas. Também atuou em diversos filmes e curta-metragens, como A Invasão do Alegrete. Este ano, participou de dois longas: O Carteiro, de Reginaldo Faria, e Cilada.Com, de José Alvarenga.