Arte & Agenda

Corpo de Ferreira Gullar é sepultado no Rio

Poeta morreu no domingo em decorrência de uma pneumonia

Corpo do poeta foi velado nesta segunda na ABL
Corpo do poeta foi velado nesta segunda na ABL Foto : Tomaz Silva / Agência Brasil / CP
O corpo do poeta Ferreira Gullar foi sepultado na tarde desta segunda-feira, no mausoléu da Academia Brasileira de Letras (ABL), no Cemitério São João Batista, na zona sul do Rio. O túmulo fica ao lado da sepultura do poeta Ivan Junqueira, a quem Gullar sucedeu na ABL quando da sua morte, em 2014, e abaixo da do poeta João Cabral de Melo Neto. Amigos e parentes cantaram "O trenzinho do Caipira", letra de Gullar para a música de Heitor Villa-Lobos, e aplaudiram quando o caixão baixou a sepultura.

O amigo e curador de arte Leonel Kaz fez um discurso emocionado em que ressaltou a "temperança" e "honestidade absoluta" de Gullar. "Ele dizia que a vida é uma invenção e ele talvez tenha sido uma grande invenção de si mesmo, uma invenção comovidamente brasileira", disse Kaz, que conviveu com o poeta por 45 anos. Ele também leu o poema de Gullar "Uma pedra é uma pedra", que termina com os versos "e assim / o homem tenta / livrar-se do fim / que o atormenta / e se inventa".

Gullar morreu no domingo, aos 86 anos, em decorrência de uma pneumonia. O corpo foi velado no próprio domingo, na Biblioteca Nacional e, nesta segunda-feira, na sede da ABL, no Centro do Rio. Na despedida, estavam amigos como o cineasta Silvio Tendler, o casal de produtores de cinema Lucy e Luiz Carlos Barreto, os cantores Fagner e Adriana Calcanhoto, os ministros Raul Jungmann (Defesa), José Serra (Relações Exteriores) e Roberto Freire (Cultura), além de escritores, membros da ABL e do mercado editorial.

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