Sucesso absoluto na première de 2004, Rodelinda, do compositor barroco Georg Friedrich Händel, volta ao palco do Met trazendo a soprano Renée Fleming novamente no papel-título da elogiada produção do diretor Stephen Wadsworth.
Rodelinda foi composta na primeira metade do século XVIII e narra a história da rainha lombarda cujo trono foi usurpado e cujo marido, rei Bertarido, foi forçado a fugir de Milão. Quando todos acreditavam que o rei estava morto, ele retorna disfarçado para resgatar a esposa e o filho Flavio, ambos em poder do rival Grimoaldo - um raro happy end no mundo da ópera.
Considerada uma das melhores óperas de Händel – mais celebrado pelos oratórios e peças para orquestra – Rodelinda inclui uma sequência de belas árias, oito delas compostas para a protagonista. Renée Fleming aproveita a oportunidade para demonstrar mais uma vez suas qualidades vocais e cênicas. “Rodelinda é uma personagem forte e uma história convincente”, resume a soprano.
A montagem atual do Met traz ainda a mezzo soprano Stephanie Blythe no papel de Eduige , o contratenor Andreas Scholl como Bertarido e o tenor Kobie van Rensburg como Grimoaldo. A regência fica a cargo do especialista em barroco, Harry Bicket.