Partindo da escadaria da Borges de Medeiros, no Centro de Porto Alegre, um cortejo guiado por artistas abriu nesta sexta-feira a programação do Dia Estadual do Patrimônio Cultural. Essa é a sexta edição da data, que este ano, além de destacar a valorização dos bens culturais, incentiva ações de recuperação e reconstrução de acervos e instituições impactadas pela enchente. Mais de 60 municípios gaúchos promovem atividades em homenagem à data entre hoje e o próximo domingo.
Entre as atividades previstas para o fim de semana, em instituições e espaços culturais da Capital e do interior do Estado, estão exposições, oficinas, performances artísticas, rodas de conversa, visitas guiadas e exibição de filmes, além de campanhas de arrecadação para a recuperação de museus, bibliotecas e arquivos.
Nesta tarde, o cortejo partiu do Teatro de Arena e percorreu algumas das principais instituições culturais do Centro da capital: Museu de História Júlio de Castilhos, Palácio Piratini, Theatro São Pedro, Biblioteca Pública do Estado, Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Memorial do Rio Grande do Sul, Museu da Comunicação Hipólito José da Costa. O primeiro dia finalizou na Casa de Cultura Mario Quintana, fechada desde maio por conta da inundação do Centro Histórico e que reabriu nesta semana.
Instituída em 2019 pelo governo do Estado (Decreto 54.608/2019), a data é comemorada no terceiro fim de semana de agosto, que este ano corresponde aos dias 16, 17 e 18. O foco é o reconhecimento e a preservação do patrimônio cultural gaúcho.
Municípios, instituições, grupos governamentais e não governamentais, gestores e produtores culturais foram convidados pelo governo do Estado a colaborarem na organização de atividades em suas comunidades. Para o diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae), Renato Savoldi, da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), “celebrar o patrimônio representa o fortalecimento do senso de pertencimento e conexão com território”. Ele acrescenta que a iniciativa é um chamado coletivo para “rememorar os bens culturais perdidos nas enchentes, compreender seu valor e promover uma oportunidade de elaboração coletiva da perda.”