Depois dos cinco adiamentos da estreia, do terrível ferimento de um dublê e da saída da atriz principal, o espetáculo precisava causar boa impressão. Mas, ao invés disso, os especialistas que assistiram à produção de US$ 65 milhões esta semana realmente ficaram impressionados: negativamente.
"Não estou brincando", frisou Brantley. "Depois de 15 ou 20 minutos, as perguntas que a gente continua a se fazer são 'Como US$ 65 milhões podem parecer tão pouco?' e 'Falta quanto para eu sair daqui?'", fulminou. Nem as músicas, de Bono e The Edge, da banda U2, salvaram-se. A Hollywood Reporter criticou as composições como "inexpressivas". A história, por sua vez, foi classificada de "incoerente e limítrofe". O Los Angeles Times qualificou o musical de uma confusão fora de controle, "favorecido por recursos demais, artísticos e financeiros. Os investidores de 'Spider-man' bancaram inadvertidamente uma forma artística de megalomania".
A enxurrada de críticas se seguiu à fracassada estreia, na segunda-feira. Os produtores agora prometem que a estreia será em 15 de março, mas depois de cinco adiamentos os críticos não conseguiram se conter. Apesar de problemas técnicos, dos ferimentos nos atores e da decisão da atriz Natalie Mendoza, em dezembro, que abandonou o papel de Arachne, o musical atualmente é encenado toda a noite na forma de uma pré-estreia estendida.
Segundo o The Daily News, no mês passado "Spider-man" esteve perto da lotação, faturando pelo menos US$ 1,3 milhão de dólares por semana. De acordo com o jornal, há dúvidas sobre se haverá uma estreia oficial, já que poderá alimentar mais publicidade negativa. De acordo com o tabloide, a peça não perde nada em ambição, mas tudo em coerência. "Uma grande produção que vai em muitas direções e precisa de muito trabalho para torná-la divertida, satisfatória e compreensível", escreveu o crítico Joe Dziemianowicz no Daily News.