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Criador da trilha sonora de "Star Wars" revela que não assiste aos filmes da saga

John Williams disse que vive muito tempo com os longas durante a gravação e não tem impulso de ir ao cinema

John Williams é considerado um dos principais compositores da história do cinema
John Williams é considerado um dos principais compositores da história do cinema Foto : Reprodução / CP
Responsável por um dos elementos mais icônicos de "Star Wars", a trilha sonora, John Williams revelou em entrevista recente ao The Mirror que nunca assistiu a nenhum dos longas. Considerado um dos principais compositores da história do cinema, ele criou temas marcantes como a "Marcha Imperial".

"Eu deixo eles para lá. Nunca assisti aos filmes de 'Star Wars' e isso é absolutamente verdade. Quando termino um filme, já vivi tanto com ele, já fizemos tanto trabalho de gravação... Quando você sai do estúdio, pensa: 'ah, acabou'", contou Williams. "Não tenho impulso para ir ao cinema e assistir. Talvez algumas pessoas achem isso estranho", concluiu.

Aos 83 anos, o compositor que acumula 50 indicações ao Oscar disse que, apesar de seus temas de "Star Wars" serem reverenciados em todo o mundo, ele não os considera clássicos. "Muito deles não são muito memoráveis e assim por diante", afirmou. E continuou: "Eu fiz concertos e sinfonias e outras coisas que são algumas boas, outras não tão boas. Alguns são muito tocados e muitos são justamente esquecidos", comentou, simplificando a questão.

Williams começou a compor neste mês a trilha sonora de "Star Wars: Episódio VIII", previso para estrear nos cinemas em dezembro de 2017. Segundo ele, todo o processo de composição deve chegar até março ou abril. Além da parceria nos filmes de George Lucas, ele também é amigo de Steven Spielberg e assina a trilha de quase todas as suas produções, dentre elas "Jurassic Park". 

Na entrevista, Williams ainda falou de toda esta trajetória e disse que é preciso ter humildade quando a história da música tem nomes consagrados como Mozart, Beethoven e Bach. "Eu não sou tão brilhante que possa sentar e escrever uma melodia, ou um tema, ou uma cena inteira, ou um trabalho inteiro como Mozart poderia ter feito", garantiu. Para encerrar, o compositor abordou sobre seu processo criativo, classificado como "duro": "Eu tenho que estar em um quarto sozinho o tempo todo porque é assim que a vida é. É um trabalho árduo, solitário e intensivo. Eu ainda uso lápis e papel. Eu não tenho um computador", finalizou.

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