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Cuba homenageia Che Guevara com livro em seu 83º aniversário

"Diario de um Combatente", relata passagens da vida do guerrilheiro até a vitória da Revolução Cubana

Cuba homenageia Che Guevara com livro em seu 83º aniversário
Cuba homenageia Che Guevara com livro em seu 83º aniversário Foto : Adalberto Roque/AFP
Cuba prestou uma homenagem ao mítico guerrilheiro argentino Ernesto Che Guevara, no 83º aniversário de seu nascimento. Foi lançado, nesta terça-feira, um diário que relata passagens de sua vida e da luta que levou ao poder Fidel Castro, em 1959.

"Diario de um Combatente", abrange os fatos desde a chegada do iate Granma, em 2 de dezembro de 1956, a Cuba até a vitória da revolução, em 1º de janeiro de 1959. Na apresentação do livro, compareceram a viúva do Che, Aleida March, e sua filha Aleida Guevara.

O Che "nos faz falta em Cuba, com sua capacidade de trabalho, de planejar, de convencer as pessoas. Lembramos que, em três anos, inaugurou mais de 30 fábricas e projetava outras 30", lembrou Oscar Fernández Mell, que o acompanhou como médico e guerrilheiro durante sua campanha em Cuba e no Congo (1965).  Fernández Mell, de 80 anos, recordou que a época em que Che foi presidente do Banco Nacional - nos primeiros cinco anos da revolução - foi a "mais frutífera e gloriosa" da instituição.

A pesquisadora María del Carmen Ariet explicou que Che foi um forte crítico dos países do bloco soviético, conforme retratado no livro "Apuntes Críticos a la economía política", publicado em 2006. O presidente de Cuba, Raúl Castro, que substitui o irmão Fidel, desde julho de 2006, impulsiona um programa de reformas para tornar eficiente o esgotado modelo econômico cubano, de inspiração soviética, tentando descentralizá-lo e terminar com o paternalismo estatal.

O diário, publicado pela editora australiana Ocean Press/Ocean Sur, se encerra com a batalla de Santa Clara (280 km a leste de Havana) no final de dezembro de 1958. Fernández Mell aproveitou para refutar o que chamou de "desvio" histórico, que atribui ao guerrilheiro "centenas" de fuzilamentos de militares e policiais da ditadura de Fulgencio Batista (1952-58) na fortaleza de Cabaña, em 1959, depois do triunfo da revolução.

O livro foi preparado pelo Centro de Estudos Che Guevara. Em dezembro, o Centro publicará "El Pensamiento Filosófico", notas trabalhadas por Che durante 17 anos para a composição de um dicionário de filosofia.

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