A sonora artista cubana traz ao Brasil a turnê Magia Negra, interpretando os temas de seu primeiro álbum de título homônimo, gravado em 1959, além de reunir sucessos de sua carreira. No palco, a talentosa cubana, que diz estar cheia de "ilusión y ganas" , estará acompanhada por um quarteto de músicos, formado por piano, contrabaixo, percussão e bateria, mostrando um trabalho que fez quando tinha 25 anos de idade.
Nascida em Havana em 1930, Omara tornou-se uma reconhecida bailarina do famoso cabaré Tropicana ainda adolescente. Com sua irmã Haydee, com quem dançava e cantava, fez parte do Los Loquibambas, grupo que interpretava versões cubanas de bossa nova, com alguns toques de jazz norte-americano.
Perguntada sobre o que lhe inspira hoje, para a sua arte, Omara responde: "é importante encontrar a inspiração em tudo o que se faz. Uma boa fonte de inspiração é minha família, os pequenos detalhes e sempre colocar amor no que se faz".
Quando o tema é o universo cubano de novos talentos na poesia e na música, Omara exalta a "tremenda tradição musical y muito boa educação". Os novos artistas e músicos são, segundo a cubana, muito respeitosos com a tradição e com suas raízes culturais. "Há muitos nomes bons: o jovem Harold Lopez Nussa que me acompanhou ao piano em turnês anteriores; e cantores como Yanet Valdes", resume, e finaliza apontando o universo latinoamericano como muito amplo e repleto de fusões, "muito vivo e mutante".
Os ingressos de galeria e mezanino estão esgotados. Restam apenas assentos na plateia alta (R$ 100), plateia baixa (R$ 200) e camarote (R$ 230).