A ideia é utilizar esse espaço para a divulgação da literatura, da música, do teatro, do cinema e das artes em geral produzidas no Brasil. É a segunda vez que o País é homenageado na feira.
“Uma série de fatores influencia na decisão da organização do evento de escolher o Brasil para ser homenageado. O que é muito claro é que existe o reconhecimento do País como um interlocutor importante no cenário internacional”, afirmou o cônsul-geral do Brasil em Frankfurt, embaixador Cézar Augusto de Souza Lima Amaral.
Em abril de 2008, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, orientou o cônsul a tentar ampliar o espaço do no evento. Amorim lembrou que a última vez que o Brasil foi homenageado na Feira do Livro de Frankfurt foi em 1994.
“Imaginei que seria impossível, pois é uma situação rara um país ser homenageado pela segunda vez na feira. Isso só ocorreu com a China, que hoje desfruta de um espaço privilegiado e traduziu mais de 60 títulos do mandarim para o alemão”, disse Amaral.
Em outubro, quando foi confirmada a homenagem à cultura brasileira na feira de Frankfurt, o diretor do evento, Juergen Boos, afirmou às autoridades presentes que o mundo está olhando para o Brasil. Demonstrando conhecer a literatura brasileira, Boos citou Jorge Amado e Paulo Coelho.
O diretor lembrou, porém, que é necessário trabalhar mais para a divulgação da cultura do Brasil. Neste ano, a Argentina foi o país homenageado. Em 2011, será a Islândia – com pouco mais de 409 mil habitantes e que tem o terceiro maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do mundo, atrás apenas da Noruega e Austrália.