Del Toro declarou em entrevistas que todos os anos assiste a curtas-metragens (filmes até 15 minutos) em busca de novos talentos e encontrou na obra de Muschietti potencial para um longa. Por isso, “Mama” chega aos cinemas com um cartaz que diz “Guillermo Del Toro apresenta”, como uma espécie de selo de qualidade. A história realmente traz certa originalidade no gênero do suspense e do terror.
A trama começa quando um pai de família, após uma crise financeira na Bolsa dos EUA, se desespera e mata a esposa. Em seguida, leva as duas filhas para uma floresta, onde pretende dar a elas e a ele próprio o mesmo fim. Para demais familiares, como o irmão dele, Lucas (Nikolaj Coster-Waldau), eles estão desaparecidos. Após cinco anos, entretanto, as meninas são encontradas em estado deplorável dentro de uma cabana, sem o pai. Ninguém sabe como elas sobreviveram durante esse período. Com ajuda de um psicólogo, Lucas e a mulher (Jessica Chastain, indicada ao Oscar por “A Hora Mais Escura”, agora com visual roqueiro) resolvem adotar as garotas e adaptá-las a uma vida normal. Mas quando as crianças passam a falar com uma entidade a quem chamam de “mama”, o casal percebe que há algo de sobrenatural na casa.
Alguns sustos certeiros podem ser esperados. Contudo, em um filme como este, os segredos que são revelados ou omitidos ao espectador na condução da trama fazem toda a diferença. No caso de “Mama”, apesar do frescor do argumento, faltou equilíbrio nesta dosagem.
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