Anger se dedicou a filmes em formato de curta-metragem, onde frequentemente preferiu trilhas sonoras a diálogos, o que considera um estilo próprio. Seus primeiros trabalhos datam da década de 40. Além de ser famoso pelo seu trabalho underground, onde ganhou fama de vanguardista, tendo seus filmes circulado por circuitos independentes,
Anger também se tornou famoso pela sua relação com a banda Rolling Stones e teria inspirado a música "Simpathy for the Devil". Escreveu ainda os livros "Hollywood Babylon", partes 1 e 2, onde conta bastidores da indústria cinematográfica de Los Angeles. O livro causou diversas polêmicas e criou algumas lendas urbanas.
Os curtas de Anger não economizam no experimentalismo. As temáticas giram em torno de fantasias oníricas, figurinos coloridos, homoerotismo, fetichismo e ocultismo. Os oito títulos que estão na instalação são "Fireworks" (1947), "Puce Moment" (1949), "Eaux D'Artifice" (1953), "Inauguration of The Pleasure Dome" (1954-66), "Scorpio Rising" (1963), "Kustom Kar Kommandos" (1964-65), "Invocation of My Demon Brother" (1969) e "Lucifer Rising" (1970-1980).
Esta é terceira vez que vem ao Brasil. Lacônico, o artista concedeu entrevista em Porto Alegre e disse que sempre está trabalhando em alguma coisa, mas não especificou seu próximo trabalho. Diz que faz filmes primeiramente para si mesmo, e não necessariamente para provocar o público. Ressalta que, devido à tecnologia, está cada vez
mais fácil de se fazer filmes.