Março é um mês de reverenciar o cinema nacional. No esquenta para a torcida pelos brasileiros no Oscar 2026 (no dia 15 de março, em Los Angeles), acontece a 3ª edição do Cine Céu do Porto, com entrada franca.
De hoje a sexta-feira, dia 6, o projeto terá exibições de longas e curtas, às 19h, na Otroporto (Benjamin Constant, 701A), em Pelotas. Nos três dias da mostra, o público participa de debates com os realizadores dos filmes ao final das sessões.
Primeiros dias com filmes nacionais
A programação começa nesta quarta, 4, com duas obras dirigidas por Luciano Vidigal: o curta “Lá do alto” e o longa “Kasa Branca”, que apresenta a história de um adolescente negro da periferia do Rio de Janeiro, vivenciando a fase terminal da avó com Alzheimer. Na sequência o debate tem a mediação do professor do curso de Cinema da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Roberto Cotta.
Segundo o organizador do evento, Alexandre Mattos Meirelles, a programação foi pensada para valorizar as produções e fazer intercâmbio com realizadores e público. “Além de levar a experiência mágica do cinema gratuito, queremos fortalecer os laços sociais através de narrativas que traduzem diferentes realidades e entender como foram pensadas", observa Mattos.
Destaques de quinta-feira
Na quinta-feira, o curta “Pico de Ballmer”, de Cadu Zimmermann, abre a programação, tendo na sequência “O Jogo”, dirigido por Alexandre Mattos e Chico Maximilia. Logo após será exibido o filme “Tempo tambor”, dirigido por Cintia Langie e Emilie Passarinho, e na sequência um debate com os realizadores, mediado por Luciano Vidigal.
Documentário encerra as exibições
O documentário “O mundo cabe em um Fusca”, de Nauro Júnior, é atração da sexta-feira, às 19h. O filme acompanha a trajetória do fotógrafo que trocou o celular por um Fusca 1968 para viajar por 17 países, reunindo imagens de diversas regiões, incluindo América Latina, Europa e Rússia.
O Cine Céu do Porto objetiva a celebrar e fomentar o audiovisual, exibindo produções nacionais e regionais, fortalecendo a cultura cinematográfica local. De acordo com Duda Keiber, diretor de projetos da Otroporto, a iniciativa se consolida como espaço de diálogo, dando visibilidade a novos realizadores e valorizando a cultura pela sétima arte. “Somos um ponto de cultura potente, portanto sessões de cinema ao ar livre, gratuitas e abertas à comunidade têm total conexão com o nosso propósito de atuação”, destaca Keiber.