Desde o dia 25 de junho de 2009, quando a morte de Michael Jackson surpreendeu o mundo, as vendas dos produtos que levam sua voz e imagem multiplicaram-se e pagaram as dívidas, estimadas em 500 milhões de dólares. As causas da parada cardíaca que o músico sofreu são ainda discutidas nos tribunais.
Após sua morte, foi iniciada uma investigação sobre as causas do falecimento do cantor, que apontaram imediatamente para seu médico pessoal, Conrad Murray, um homem também endividado que, quando recebeu o pedido de Jackson para que cuidasse de sua saúde no início de 2009, viu um contrato lucrativo que permitiria acabar com seus problemas financeiros.
Atualmente, Murray enfrenta acusação de homicídio culposo, após uma autópsia determinar que Jackson faleceu por uma overdose de anestésicos injetados vinte minutos antes de morrer sob os cuidados do médico. Até agora não começou o julgamento por este caso e o médico apenas conquistou o direito de continuar exercendo a medicina.
O clã Jackson, mostrando-se unido nas batalhas judiciais referentes à morte de seu filho e irmão mais famoso, começou seu giro pelos tribunais de Los Angeles em julho para determinar quem cuidaria de Prince Michael, Paris e Blanket, os filhos de 13, 12 e 8 anos do músico.
A princípio, pareceu que a mãe biológica das duas crianças mais velhas, Debbie Rowe, ex-mulher de Jackson, pediria a custódia das crianças que apenas havia visto, mas rapidamente foi acordado que eles ficariam sob a tutela de Katherine Jackson, a avó de 80 anos que os levou para viver em sua casa em Encino, subúrbio de Los Angeles.
Para o filho mais novo apareceram em diversos tablóides diferentes mulheres reclamando a maternidade, cuja identidade nunca foi divulgada. Além disso, o silêncio dos Jackson murchou rapidamente as especulações sobre processos judiciais intermináveis que determinassem o futuro das crianças, que recebem uma mesada de 60 mil dólares da herança.
A menos de um ano da morte de Jackson, seu legado gerou lucros que chegam a 1,017 bilhão de dólares, segundo os cálculos da Billboard, citando os estúdios de música, cinema e a corporação AEG, responsável por organizar a volta do artista. As músicas "Billie Jean" e "I'll be there" foram descobertas por jovens que perderam a Jacksonmania dos anos 80 e que redescobriram, com a morte do cantor, os hits dos 40 anos de carreira do Rei do Pop.
Dívidas de Michael Jackson são pagas após morte
Causas da parada cardíaca que o músico sofreu são ainda discutidas nos tribunais