O ator e cineasta Daniel Filho recebeu a primeira das homenagens deste 43º Festival de Cinema de Gramado na noite deste sábado no Palácio dos Festivais. Com mais de 40 filmes no currículo, seja na frente ou atrás das câmeras, ele comemora mais de 60 anos de carreira. O troféu foi entregue pelo prefeito de Gramado, Nestor Tissot. Ao subir ao palco para agradecer a homenagem, Daniel Filho destacou que o cinema é um trabalho de equipe. “Agradeço aos meus colegas de profissão, que foram os meus grandes professores”, disse. Ele destacou também os 43 anos do Festival de Gramado. “Não conheço, no Brasil, um evento de cultura, e especificamente de cinema, que tenha perdurado por tanto tempo. Me sinto honrado de participar do time que, segundo o festival, marcou o cinema nacional”, ressaltou.
A carreira cinematográfica de Daniel Filho começou como ator em 1955, com “Colégio de Brotos”, de Calos Manga. De todas as suas funções na carreira, que incluem ainda as de roteirista, produtor e diretor, ele revelou que o que mais ama é a de ator. “Entrei em outras funções porque é difícil se manter por tanto tempo atuando. Mas o que eu gosto mesmo é de ser ator”, revelou. Entre seus sucessos como cineasta, está a comédia “Se Eu Fosse Você” 1 e 2. Seu mais recente filme como diretor é “Sorria, você está sendo filmado”.
O Daniel cinéfilo
Em conversa com jornalistas um pouco antes de receber o prêmio, Daniel Filho se mostrou um cinéfilo apaixonado e um profissional atento às várias mudanças tecnológicas por que passa o mundo audiovisual. Ele lembra que, nos anos 50, quando iniciou a carreira, foi um marco para os atores passarem a se ver em telas coloridas após anos em preto e branco. Hoje destacou os serviços de streaming, que permitem às pessoas assistirem filmes a hora que quiserem.
Quanto às suas preferências cinematográficas, ele elege o musical “Cantando na Chuva” como o seu filme preferido. E suas inspirações passam pelos anos 40 e 50, em especial o cinema italiano, tendo como ícone o filme “Ladrão de Bicicletas”. “Margaret O’brien, a menina estrela dos filmes da Metro, era minha paixão”, relembrou.
Entre os cineastas mais recentes, destacou gostar muito do trabalho do norte-americano Paul Thomas Anderson, de “Magnólia”; do iraniano Asghar Farhadi, de “Separação” e do franco-alemão Michael Haneke, de “A Fita Branca”.
Daniel Filho recebe o troféu Cidade de Gramado
Cineasta destacou também os 43 anos do festival