Arte & Agenda

David Harvey participa de evento em Porto Alegre sobre marxismo

Seminário com inscrições gratuitas ocorre no Teatro da Amrigs

Seminário debate marxismo nos dias atuais
Seminário debate marxismo nos dias atuais Foto : Boitempo / Divulgação / CP
O evento “Marx: A Criação Destruidora” trará David Harvey para debater a atualidade no marxismo em tempos de crise global nesta segunda-feira, às 19h, no Teatro da Amrigs (Ipiranga, 5311), em Porto Alegre, As inscrições, gratuitas, devem ser feitas através do e-mail harvey.poa@laurocampos.org.br. As vagas são limitadas.

David Harvey é um dos marxistas mais influentes da atualidade, reconhecido internacionalmente por seu trabalho de vanguarda na análise geográfica das dinâmicas do capital. É professor de Antropologia da pós-graduação da Universidade da Cidade de Nova Iorque (The City University of New York - Cuny) na qual leciona desde 2001. Foi também professor de Geografia nas universidades Johns Hopkins e Oxford. Seu livro “Condição Pós-moderna” (Loyola, 1992) foi apontado pelo Independent como um dos 50 trabalhos mais importantes de não ficção publicados desde a Segunda Guerra Mundial. Seus livros mais recentes, além de “O Enigma do Capital” (Boitempo), são: “A Companion to Marx's Capital” (Boitempo, no prelo) e “O Novo Imperialismo” (São Paulo, Loyola, 2004). Ele também lança em Porto Alegre “Para Entender o Capital”.

Organizado em torno da obra-prima do dirigente comunista alemão, “O Capital”, que a Boitempo relança em nova edição durante o seminário, o evento ocorre até abril e ainda passa por Brasília, Recife e Salvador. A programação completa do evento, que contará com a participação dos intelectuais e militantes do PCB José Paulo Netto, Antonio Carlos Mazzeo e Sofia Manzano, pode ser conferida no site oficial do evento.

“O Capital - Crítica da Economia Política” foi publicado em 1867, na Alemanha. Embora Karl Marx já tivesse emigrado para Londres em 1850, ele continuava a manter profundas relações com os alemães e os líderes dos movimentos operários que participavam das políticas revolucionárias espalhadas por toda a Europa. “O Capital” não foi escrito com intenções meramente teóricas, não pretendia elaborar uma nova visão dos acontecimentos econômicos nem aspirava a ser mais uma notável publicação do mercado editorial: o que a obra pretendia era criticar um modo de produção da riqueza essencialmente ancorado no mercado, na troca de produtos, sob a forma mercantil.

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