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Decadência do cacau é relatada em "A Coleção Invisível"
Filme foi premiado com três kikitos no Festival de Gramado deste ano
Um dos filmes brasileiros que saiu premiado da mais recente edição do Festival de Cinema de Gramado, em agosto passado, estreia nesta sexta-feira em Porto Alegre. É o drama “A Coleção Invisível” , do diretor Bernard Attal, francês radicado no Brasil. Morando em Salvador (Bahia), Attal voltou sua câmera para a região de Itabuna, que viveu seu apogeu no início do século XX graças ao cacau e caiu em desgraça após uma praga chamada “vassoura da bruxa”, que arrasou com as plantações. Adaptado de um conto do austríaco Stefan Zweig, “A Coleção Invisível” também é o último filme em que Walmor Chagas atuou. Chagas interpreta o fazendeiro Samir, que, apesar das dificuldades financeiras, se recusa a vender uma coleção de gravuras raras. Vladimir Brichta vive o protagonista, Beto, que, trabalhando para o antiquário da família, procura obras de arte para revender. Samir e Beto irão se encontrar nesta viagem. Além do amadurecimento de Beto, o filme apresenta, como pano de fundo, a realidade do Sul da Bahia, em paisagens que Attal, apaixonado por literatura, conheceu através dos romances de Jorge Amado. A produção foi premiada em Gramado com os Kikitos de Ator Coadjuvante (Chagas) e Atriz Coadjuvante (Clarisse Abujamra) e o Prêmio do Júri Popular (dividido com o filme “Até que a Sbórnia nos Separe”).
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