Arte & Agenda

Decadência do cacau é relatada em "A Coleção Invisível"

Filme foi premiado com três kikitos no Festival de Gramado deste ano

´A Coleção Invisível´conta com Clarisse Abujamra, Vladimir Brichta e Walmor Chagas
´A Coleção Invisível´conta com Clarisse Abujamra, Vladimir Brichta e Walmor Chagas Foto : Andrew Kemp / Pandora / Divulgação / CP
Um dos filmes brasileiros que saiu premiado da mais recente edição do Festival de Cinema de Gramado, em agosto passado, estreia nesta sexta-feira em Porto Alegre. É o drama “A Coleção Invisível” , do diretor Bernard Attal, francês radicado no Brasil. Morando em Salvador (Bahia), Attal voltou sua câmera para a região de Itabuna, que viveu seu apogeu no início do século XX graças ao cacau e caiu em desgraça após uma praga chamada “vassoura da bruxa”, que arrasou com as plantações. Adaptado de um conto do austríaco Stefan Zweig, “A Coleção Invisível” também é o último filme em que Walmor Chagas atuou. Chagas interpreta o fazendeiro Samir, que, apesar das dificuldades financeiras, se recusa a vender uma coleção de gravuras raras. Vladimir Brichta vive o protagonista, Beto, que, trabalhando para o antiquário da família, procura obras de arte para revender. Samir e Beto irão se encontrar nesta viagem. Além do amadurecimento de Beto, o filme apresenta, como pano de fundo, a realidade do Sul da Bahia, em paisagens que Attal, apaixonado por literatura, conheceu através dos romances de Jorge Amado. A produção foi premiada em Gramado com os Kikitos de Ator Coadjuvante (Chagas) e Atriz Coadjuvante (Clarisse Abujamra) e o Prêmio do Júri Popular (dividido com o filme “Até que a Sbórnia nos Separe”).

Assista ao trailer:


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